Olhava o Mar

Eu olhava o mar;
E sentia sussurrar
Aos meus ouvidos
Um acalento;
Onde lembranças
Me vem a mente de instantes:
felizes, outros não felizes.
Mas eu olhava o mar
E nele sentia o penetrar
Em mim de sensações;
Onde tudo podia ocorrer;
Olhava o mar
E nele buscava as caricias
Onde ondas me faziam, ouvir vozes;
Onde vinham verdades antes desconhecidas;
Que me falavam de amor, de bondade, de paciência, de benevolência.
Que voz vinha do mar a ma chamar?
E dizer tudo que eu ouvia;
Olhava o mar;
E sentia o perfume vindo sobre as ondas,
Que me diziam:
Da diferença de tudo que eu não conhecia.
Olhava o mar
Para saber e sentir .
Percebi que  eu olhava;
Porque nele existe vida;
A vida por mim não vivida.
O mar que eu olhava;
não era aquele antes conhecido;
Olhava o mar
E descobri o que é ouvir, sentir e viver:
A tranqüilidade, a Paternidade de um Deus Criador;
Que deu a Natureza do mar;
Que eu olhava;
E que hoje eu sinto :
A vida que ele me deu.
Olhar o mar  é viver, é reconhecer
É sentir o bem , a vida, a beleza,
A plenitude da Criação.
Tudo isso;
Olhando o mar.


Espírito: Assis
Psicografia: Sonia Rosso
Tabernáculo Espírita Apóstolo do Cristo
Em: 19/09/2001


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