Refletindo

Chorando, sem refletir no ridículo das minhas lágrimas,
vi se abeirarem de mim, antigos clientes das cidades de Araruna, de Pombal, de Catolé da Rocha,
que eu considerava pobres e que me vinham estender as mãos ricas de solidariedade e de amor.

Comovi-me intensamente.

Eram velhinhos remoçados que me sorriam, senhoras que me fitavam com respeitosa atenção,
como se eu dispusesse de valia suficiente para ombrear com eles.

Compreendi, de imediato, que eles haviam se enriquecido pela graça de Deus,
pela paciência e pelo carinho com que sabiam suportar as dificuldades do nosso pedaço de chão.

Romeu Azevedo de Menezes

 

< Voltar