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Curso Básico de Espiritismo

 

AULA 1

A Origem do Espiritismo

Historicamente o espiritismo surgiu a partir dos fenômenos de movimentação de objetos, varificado em diferentes países, na Europa e na América.

O marco de tais acontecimentos, todavia, foram as manifestações ocorridas na aldeia de Hydesville, no condado de Wayne, perto de New York, Estados Unidos da América. Ali morava a família Fox, composta de três filhas, das quais duas viviam com os pais; os Fox se estabeleceram na casa desde 1847.

Na noite de 28 de março de 1848, nas paredes de madeira do barracão de John Fox, começaram a soar pancadas incômodas, perturbando o sono da família, toda ela metodista. As meninas Katherine (9 anos), e Margaretha (12anos), correram para o quarto dos pais, assustadas com os golpes fortes na parede o no teto do seu quarto.

As pancadas ou "raps" começaram nesta noite; depois ouvia-se o arrastar de cadeiras e, com o tempo os fenômenos tornara-se mais complexos: tudo estremecia, os objetos se deslocavam, havia uma explosão de sons fortes.

Três noites seguidas, até 31 de março de 1848, os fenômenos se repetiram intensamente, impedindo que os Fox conciliassem o sono. O Sr. Fox deu buscas completas pelo interior e pelo exterior da casa, mas nada encontrou que explicasse as ocorrências.

A menina Kate um dia, já um tanto acostumada com o fenômeno, pôs-se a imitar as pancadas, batendo com os dedos sobre um móvel, enquanto exclamava em direção a origem dos ruídos: " Vamos Old Splitfoot, faça o que eu faço". Prontamente as pancadas do "desconhecido" se fizeram ouvir, em igual número, e parava quando a menina também parava.

Margaretta, brincando disse: "Agora faça o mesmo que eu: conte um, dois, três, quatro", e ao mesmo tempo dava pequenas pancadas com os dedos, foi-lhe plenamente satisfeito esse pedido, deixando a todos estupefatos e medrosos.

As meninas Fox eram protestantes e supunham tratar-se do demônio e chamavam o batedor de Mr. Splitfoot, ou seja, senhor pé de bode. A família estava alarmada, logo a notícia se espalhou, vizinhos e curiosos vinham visitá-las. Mr. Duesler idealizou, então, o alfabeto para poderem traduzir as pancadas e compreenderem o que dizia o invisível.

O batedor invisível, apoiado neste alfabeto improvisado, contou a sua história: Chamava-se Charles Rosma; fora um vendedor ambulante e, hospedado naquela casa pelo casal Bell, ali o assassinaram para roubar-lhe a mercadoria e o dinheiro que trazia, o seu corpo fora sepultado no porão. Deram buscas no local indicado e acharam tábuas, alcatrão, cal, cabelos, ossos, utensílios.

Uma criada dos Bells, Lucrétia Pulver, declara que viu o vendedor e o descreve: diz como ele chegara à casa e refere o seu misterioso desaparecimento. Uma vez, descendo à adega, seu pé enterrou-se num buraco, e como falasse isto ao patrão, ele explicou que deveria ser ratos; e foi apressadamente fazer os reparos necessários. Ela vira nas mãos dos patrões objetos da caixa do ambulante.

Arthur Conan Doyle, no livro "História do Espiritismo", relata que cinquenta e seis anos depois foi descoberto que alguém teria sido enterrado na adega da casa dos Fox. Ao ruir uma parede, crianças que por ali brincavam descobriram um esqueleto. Os Bells, para maior segurança, haviam emparedado o corpo, na adega, onde inicialmente o haviam enterrado.

Em 25 de novembro de 1904, o Jornal de Boston noticiava que o esqueleto do homem que possivelmente produziu as batidas, ouvidas inicialmente pelas irmãs Fox, fora encontrado e portanto as mesmas estavam livres de qualquer dúvida com respeito à sinceridade delas na descoberta da comunicação com os espíritos.

Diversas comissões se formaram na época dos acontecimentos com a finalidade de estudar os estranhos fenômenos e desmascarar a fraude atribuída às Fox. Verificou-se que eles ocorriam na presença das meninas; atribuiu-se-lhes o poder da mediunidade. Nenhuma comissão, todavia, conseguiu demonstrar que se tratava de fraude. Os fatos eram absolutamente verdadeiros embora tivessem submetido as meninas aos mais rigorosos e severos exames, atingindo as vezes as raias da brutalidade. As irmãs Fox foram pressionadas. A igreja as excomungou como pactuantes do demônio. Foram acusadas de embusteiras, ameaçadas fisicamente muitas vezes.

Em 1888, ao comemorar os 40 anos dos fenômenos de Hydesville, Margaretha Fox, iludida por promessas de favores pecuniários feitas pelo cardeal Maning faz publicar uma reportagem no New York Herald que afirmava que os fenômenos que realizaram eram fraudulentos. Todavia, no ano seguinte, arrependida de sua falta de honestidade para com o espiritismo, reúne grande público no salão de música de New York e retrata-se de suas declarações anteriores, não só afirmando que os fenômenos de Hydesville eram verdadeiros, como provocando uma série de fenômenos de efeito físico no salão repleto de espectadores.

A retratação foi publicada na época. Consta no jornal americano The New York Press, de 20 de fevereiro de 1889. Como porém, a lealdade e a sinceridade não são requisitos dos espíritos apaixonados, ainda hoje, quando se quer denegrir a fonte do moderno Espiritismo, vem a tona a confissão das moças. Na retratação não se toca, ou quando se toca é para mostrar que não há no que confiar. Os pormenores ficam de lado.

 

 

AULA 2

As Mesas Girantes

 

Uma série progressiva de fenômenos deram origem á Doutrina Espírita. O primeiro fato observado foi a movimentação de objetos diversos. Designaram-no vulgarmente pelo nome de mesas girantes ou dança das mesas.

Tal fenômeno parece ter sido notado primeiramente na América do Norte de forma intensa, e propagou-se pelos países da Europa, como França, Inglaterra, Holanda, Alemanha e até a Turquia. Nos meados do século XIX, tendo como marco especialmente o ano de 1848, como os fenômenos de Hydesville já estudados, envolvendo a família Fox.

Todavia, a história registra que ele remonta à mais alta antigüidade, tendo-se produzido de formas estranhas, coo ruídos insólitos, fenômenos sem nenhuma causa ostensiva.

A princípio quase que só encontrou incrédulos, porém, ao cabo de pouco tempo, a multiplicidade das experiências não mais lhe permitiu lhe pusessem em dúvida a realidade.

O fenômeno de pancadas ou batidas foi chamado de "raps" ou "echoes"; os das mesas girantes ou moventes de "table-moving" para os ingleses e "table-tournante" para os franceses. No início, nos Estados Unidos, os espíritos só se comunicavam pelo processo trabalhoso e de grande morosidade de alguém dizer em voz alta o alfabeto e o espírito indicava através de pancadas no momento em que fossem pronunciadas as letras, que reunidas, formavam as frases. Era a telegrafia espiritual.

Os próprios espíritos indicaram, em fins de 1850, nova maneira de comunicação: bastava simplesmente que se colocassem ao redor de uma mesa, em cima da qual se apoiariam as mãos. Levantando um dos pés, a mesa daria ( enquanto se recitava o alfabeto ) uma pancada toda vez que fosse proferida a letra que servisse ao espírito para formar as palavras, esse processo, ainda que muito lento, produziu resultados excelentes e assim se chegou as mesas girantes ou falantes.

Há que notar que as mesas não só se levantavam em um pé para responder as perguntas que se faziam, mas também moviam-se em todos os sentidos, girava no ar, girava sobre o dedo dos experimentadores sem que se descobrissem qual a causa de tais movimentações.

O fenômeno das mesas girantes propagou-se muito rapidamente e durante muito tempo entreteve a curiosidade dos salões. Nas festas de sociedade, médiuns eram convidados a provocar tais fenômenos para a diversão e curiosidade dos presentes, no entanto, com o passar do tempo, os frívolos e interesseiros foram se afastando só ficando na observação da tais fenômenos os investigadores sérios e interessados no estudo da origem científica do acontecido.

As mesas girantes representarão sempre um dos pontos de partida da Doutrina Espírita, pois foi através delas que o insigne pesquisador e professor Hippolyte Léon Denizard Rivail tomou conhecimento de sua missão de codificação da doutrina dos espíritos.

O professor Hippolyte tomou contato com o fenômeno das mesas girantes por volta de 1854 através de seu amigo o Sr. Fortier, que era magnetizador e com o qual estabeleceu amizade em virtude de seus estudos sobre o magnetismo. O Sr. Fortier um dia lhe falou: "Eis uma coisa mais do que extraordinária: não somente magnetiza-se uma mesa, fazendo-a girar, mas também a fazem falar; perguntam e ela responde". O professor Hippolyte responde: "Isto já é outra questão, só acreditarei quando puder ver com meus próprios olhos e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que pode tornar-se sonâmbula, por enquanto, se me permite, considerarei a tudo um conto de fadas".

O senhor Pattier, funcionário público, de meia idade, muito instruído, de caráter sério, frio e calmo; de falar ajuizado, isento de qualquer arroubo, causou-lhe excelente impressão e ao convidá-lo para assistir, a casa da Sra. Pleinemaison, na rua Grange Beteliere nº 18, em Paris, aceitou com entusiasmo. Numa Terça feira de maio de 1855 o senhor Hippolyte assistiu pela primeira vez os fenômenos das mesas que giravam, saltavam, em condições tais que não deixavam dúvida qualquer, e é ele mesmo que descreve suas impressões iniciais: "Eu entrevia, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação e uma nova lei, que resolvi estudar a fundo. Tive o ensejo de ver comunicações contínuas e respostas à perguntas formuladas, algumas vezes, mentalmente, o que acusavam a intervenção de uma inteligência estranha".

E continua o Grande codificador da Doutrina Espírita: " Compreendi antes de tudo, a gravidade da exploração que ia empreender; percebi, naqueles fenômenos, a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da humanidade, a solução que eu procurava em toda a minha vida. Fazia-se mister, portanto, andar com a maior circunspecção e não levianamente; ser positivista e não idealista, para não se deixar iludir". E foi assim que mais tarde, depois de muito estudar a comunicação com os espíritos, o senhor Hippolyte Leon Denizard Rivaill adotou o pseudônimo de Allan Kardec.

 

 

 

AULA 3

Allan Kardec

 

Allan Kardec nasceu na cidade de Lion, na França, em 3 de outubro de 1804, recebendo o nome de Hippolyte Leon Denizard Rivaill. Os estudos de Kardec foram iniciados em Lion, tendo-os completado em Yverdon, na Suíça, sob direção do célebre e inesquecível professor Pestalozzi. Teve uma sólida instrução, servida por uma robusta inteligência. Ele conhecia o alemão, inglês, francês, italiano, espanhol e holandês. Tinha grande cultura científica.

Seu trabalho pedagógico é rico e extenso. Produziu na França, quase uma dezena de livros sobre educação no período de 1824 a 1849. Os seus livros foram adotados pela universidade da França. Traduzia para a língua alemã, que conhecia profundamente, diferentes obras de educação e de moral e, dentre elas, "Telêmaco" de Fénelon.

Foi Bacharel em Ciências e Letras, membro das Sociedades Sábias da França, da Real Academia de Ciências Naturais, entre outras. Emérito educador, criou em Paris o Instituto Técnico, estabelecimento de ensino com base no método Pestalozzi. Foi professor do Liceu Polimático. Fundou em sua casa cursos gratúitos de Química, Física, Anatomia Comparada e Astronomia. Criou um método original com processos mneumônicos que ajudavam o estudante a aprender mais rápido e com maior facilidade.

Allan Kardec foi escolhido para a tão elevada missão de codificador da Doutrina Espírita justamente pelo seu caráter e pela sua nobreza de sentimentos e pela elevação de seus ideais, tudo isso aliado a uma sólida inteligência.

Ele sujeitava os seus sentimentos e seus pensamentos à reflexão. Tudo era submetido ao poder da lógica. Nada passava sem o rigor do método, sem o crivo do raciocínio. Filósofo, benfeitor, idealista, dado às idéias sociais, possuía, ainda, um coração digno de seu caráter e do seu valor intelectual.

De seu trabalho gigantesco relacionamos:

 

O livro dos Espíritos (1857)

O Livro dos Médiuns (1861)

O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864)

O Céu e o Inferno (1865)

A Gênese (1868)

 

Produziu algumas obras complementares:

 

O Que é o Espiritismo

Obras Póstumas

A Revista Espírita

 

Além de fundar em Paris, a 1 de abril de 1858, a primeira sociedade espírita regularmente constituída com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

O Senhor Hippolyte retornou à pátria espiritual no dia 31 de março de 1869 vitimado pelo rompimento de um aneurisma, deixando para o mundo um verdadeiro roteiro para a auto reforma e para a reconstrução do eu interior de cada um baseado na maravilhosa Doutrina de Jesus, que um dia nos prometeu um consolador que nos lembraria de tudo que ele teria dito, nos diria mais coisas e que estaria conosco até o final dos tempos.

 

"Reconhece-se o verdadeiro espírita pelo esforço que empreende em realizar a sua reforma íntima"

 

                                                                                                                                        Allan Kardec

 

 

 

AULA 4

O triplo aspecto da Doutrina Espírita

 

"O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma Doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que resultam dessas mesmas relações." 

Allan Kardec

O espiritismo possui três aspectos que são as suas bases: filosofia, ciência e religião.Como o próprio Kardec falava: "Uma filosofia com aplicações científicas e conseqüências morais". Os três aspectos sempre devem estar em equilíbrio para garantir a pureza doutrinária. 

CIÊNCIA - Método Científico

A ciência espírita tem como objeto de estudo a comunicabilidade com o mudo dos espíritos e os meios através dos quais essas comunicações podem ocorrer. Seguindo sempre o método científico e a observação severa da lógica, a ciência espírita procura explicar e documentar as formas de comunicação: como elas ocorrem, porque ocorrem e quando ocorrem, assim como seus significados e conseqüências. Estuda também as formas de se conseguir estas comunicações, a natureza dos espíritos e a forma de identificar seus diferentes estágios de evolução. A ciência espírita está contida em "O Livro dos Médiuns" lançado em 1861.

FILOSOFIA - Novos campos para o conhecimento

A filosofia espírita trata de temas como Deus, o espírito, a matéria, a imortalidade da alma, a reencarnação, as pluralidade dos mundos habitados, entre outros. A filosofia espírita nos proporciona a fé raciocinada, ou seja, a fé embasada no conhecimento lógico dos porquês da nossa existência: de onde viemos, o que estamos fazendo aqui, para onde vamos, etc. Como afirmou Kardec: "fé inabalável é aquela que pode encarar de frente a razão em todas as épocas da humanidade".

A filosofia espírita está contida em "O Livro dos Espíritos" primeiro livro da codificação espírita lançado em 1857. 

RELIGIÃO - Aperfeiçoamento Moral

A religião espírita está embasada nos preceitos científicos e filosóficos da Doutrina, são as suas conseqüências. Não possui liturgias, nem sacerdotes, nem cânticos, batizados ou cerimônias de qualquer natureza. Não se utiliza de nenhuma imagem, vestimentas ou oferenda, não faz uso de velas, incenso ou amuletos. 

Tudo se baseia no conhecimento do evangelho de Jesus Cristo e na busca do aperfeiçoamento moral, através da reforma íntima e da prática da caridade em seus mais amplos aspectos (moral e material). A base da religião espírita está contida em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", lançado em 1864.

Como podemos observar, o espírita é aquele que estuda, compreende e aplica na prática os ensinamentos dos espíritos. É acima de tudo um questionador, um investigador lógico e dotado de censo crítico. Só assim podemos adquirir a fé raciocinada e iniciar nosso processo de reforma interior, com a certeza que estes ensinamentos são a expressão da verdade e que devemos nos esforçar para alcançar um nível maior de evolução, pois temos o conhecimentos que cada um recebe de acordo com suas obras, que somos o resultado de nossos atos passados e seremos o resultado de nossas atitudes de hoje.

Como disse Allan Kardec: "O verdadeiro espírita é aquele que empreende esforços para realizar a sua reforma íntima. . . " 

Por isso, devemos nos empenhar em estudar a Doutrina em seus três aspectos, não apenas em uma só parte. Devemos ler, estudar, comparar, passar tudo pelo crivo da lógica e da razão, esquecendo os velhos dogmas da antigas religiões que pregavam a fé cega e lutar para termos uma melhora nas nossas atitudes.

 

 

AULA 5

Os Espíritos

 

Muitos falam: "O meu espírito é ainda muito atrasado", como se o espírito fosse algo separado da nossa individualidade, só que nós somos espíritos, espíritos encarnados, envolvidos na roupagem de carne para interagir no mundo físico em busca da nossa melhora espiritual.

Quando o homem perde seu corpo no fenômeno conhecido como "morte", seu espírito que no estado encarnado é conhecido como alma, se liberta e vai aonde suas tendências vibratórias o atrair. Não se transforma em santo só pelo fato de ter desencarnado, continua com os mesmos desejos, vícios, manias, gostos, virtudes e imperfeições de quando encarnado.

O espírito não é como muitos pensam, uma fagulha de luz, uma "fumaça" ou algo sem forma ou definição. Os espíritos possuem a mesma forma que tinham quando estavam encarnados, possuem um corpo fluídico, que preservam após a separação do corpo de carne. Este corpo fluídico é indestrutível e dá forma ao espírito, é o responsável também pela ligação do espírito ao corpo no estado encarnado, é o chamado perispírito.

No ser encarnado existem então três elementos essenciais: O espírito, o perispírito e o corpo físico. 

O espírito é a individualidade;

O perispírito o corpo fluídico que envolve esta individualidade;

O corpo físico o veículo pelo qual o espírito se manifesta no mundo físico.

Quando o corpo de carne fica velho e não pode mais funcionar o espírito o abandona como a borboleta abandona o casulo. Ele leva consigo todas as impressões do período em que permaneceu encarnado, permanecendo no mesmo estado mental que possuía antes de sua desencarnação, podendo melhorar ou piorar no contato com a nova vida. 

Quando livre da carne o espírito continua com os mesmos sentidos e percepções que tinha quando encarnado, só que em grau mais elevado pois não possui mais a limitação da matéria, possuem sensações desconhecidas dos encarnados, escutam e vêem coisas que os sentidos do corpo físico não podem captar. Para eles não há escuridão, são capazes de sentir os pensamentos dos homens e podem lê-los como em um livro. Tudo que pensam provoca um efeito real para eles.

Quando estamos desencarnados não podemos esconder nossas imperfeições como fazemos no estado encarnado, tudo o que pensamos e o que desejamos se expressa de forma real e pode ser visto por todos aqueles companheiros que estão ao nosso redor, esse é o tribunal que vai nos julgar na hora da nossa chegada ao mundo espiritual, aqueles que possuem bons hábitos mentais e disciplina vão exibir belas imagens, em contrapartida aqueles que permanecem nos vícios sempre estarão emitindo as penosas impressões de suas imperfeições e isso será para eles um tormento.

Os espíritos se ocupam com atividades compatíveis com seu nível evolutivo na espiritualidade, existe trabalho, estudo assim como ociosidade, vícios e inferioridades. O paraíso e o inferno são estados mentais. Um espírito equilibrado pode estar vivendo no paraíso mental mesmo estando em uma região infeliz assim como um espírito sofredor pode estar vivendo um inferno mesmo estando em meio a espíritos evoluídos.

Os espíritos estão em toda parte e alguns deles até convivem conosco no nosso dia a dia. Eles são atraídos pelo nosso padrão mental e compartilham de nossas idéias nos sugerindo outras e participando de nossas ações. Assim, espíritos evoluídos podem nos sugerir bons pensamentos e nos ajudar a enfrentar nossos problemas e espíritos viciosos podem nos levar a perturbações e desvios de conduta. Por esse motivo é importante nossa educação mental para selecionarmos nossas companhias. 

Os que nos amaram continuam nos amando e os que nos odiaram continuam nos odiando e os encontraremos no momento em que nos livrarmos do nosso corpo físico.

Assim, os espíritos são as almas dos homens sem o corpo, continuando com as mesmas características que possuíam antes da sua "morte".

 

 

AULA 6

Comunicação com o mundo invisível

 

Admitidas a existência, a sobrevivência e a individualidade da alma, o espiritismo reduz-se a uma só questão principal: Serão possíveis as comunicações entre os espíritos e os viventes ?

Essa possibilidade foi demonstrada pela experiência; e, uma vez estabelecido o fato das relações entre o mundo visível e o mundo invisível, e conhecidos a natureza, o princípio e o modo dessas relações, abriu-se um novo campo à observação, encontrando-se a chave para um grande número de problemas.

Fazendo cessar a dúvida sobre o futuro, o espiritismo é poderoso elemento de moralização. O que faz nascer na mente de muitas pessoas a dúvida sobre a possibilidade das comunicações de além-túmulo, é a idéia falsa que se tem do estado da alma depois da morte.

Pensam que a alma depois da morte é um sopro, uma fumaça, uma coisa vaga e apenas admissível ao pensamento, que se evapora e vai, não se sabe para onde, mas naturalmente, para lugar tão distante que se custa a compreender como possa tornar à terra.

Se ao contrário, for considerada unida a um corpo fluídico, semimaterial, formando com ele um ser "concreto" e indivisível, as suas relações com os viventes nada tem de incompatível com a razão.

O mundo visível, vivendo no meio do invisível, com o qual está em contato perpétuo, origina uma incessante reação de cada um deles sobre o outro, e pode-se dizer que, desde que houve homens, houve também espíritos, e que, se estes tem o poder de se manifestar, devem tê-lo feito em todas as épocas e entre todos os povos.

Entretanto, nestes últimos tempos, as manifestações dos espíritos tomaram grande desenvolvimento e adquiriram caráter de maior autenticidade, porque estava nas vistas da providência pôr termo à praga de incredulidade e do materialismo, com provas evidentes, permitindo, aos que deixaram a terra, vir atestar a sua existência e revelar a sua situação feliz ou infeliz.

As relações entre os mundos visível e invisível podem ser ocultas ou patentes, espontâneas ou provocadas.

Os espíritos atuam sobre os homens de forma oculta, sugerindo-lhes pensamentos e influenciando-os, de modo patente, por meio de efeitos apreciáveis aos sentidos.

As manifestações espontâneas dão-se inopinadamente e de improviso; elas se produzem, muitas vezes, entre as pessoas mais estranhas às idéias espíritas e que, por causa disso, sem ter meios de explicá-las, atribuem-nas as causas sobrenaturais. As que são provocadas, dão-se por intermédio de certos indivíduos dotados, para isso, de faculdades especiais e denominados de médiuns.

Os espíritos podem manifestar-se de diversas maneiras diferentes: pela vista, pela audição, pelo tato, produzindo ruídos e movimentos de corpos, pela escrita, pelo desenho, pela música, etc.

As vezes os espíritos se manifestam espontaneamente por pancadas e ruídos; é este, muitas vezes, o meio que eles empregam para atestar a sua presença e chamar sobre si a atenção, exatamente como nós, quando batemos para dar aviso de que alguém chegou à porta.

Alguns não se limitam a ruídos moderados, pois produzem barulho semelhante a louça que cai e se despedaça no chão, portas que se abrem e fecham com grande estrondo, móveis lançados ao chão, e alguns chegam mesmo a causar uma perturbação real e verdadeiros estragos.

 

 

AULA 7

Noções sobre a mediunidade

 

A mediunidade é uma condição orgânica, de que todos nós somos dotados, como a de ver de ouvir e de falar. Não há nenhuma de que o homem, em conseqüência de seu livre arbítrio, não possa abusar. Ora, se Deus não tivesse concedido a palavra, por exemplo, senão aos que são incapazes de dizer coisas más, haveria mais mudos do que falantes. Deus entregou as faculdades aos homens, dando-lhes liberdade de usá-las como quiser, mas sempre sofremos as conseqüências de seu uso, mal ou bom.

Mediunidade é a faculdade, ou aptidão, que possuem certos indivíduos, denominados médiuns, de servirem de intermediários entre os mundos físico e espiritual.

A mediunidade é dada sem distinção, a fim de que os espíritos possam levar a luz a todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico; aos virtuosos para os fortalecer no bem, aos viciosos para os corrigir. O seu uso é que a caracteriza. A mediunidade não implica, necessariamente, nas relações habituais com os espíritos superiores. É simplesmente uma aptidão, para servir de instrumento, mais ou menos dócil, aos espíritos em geral. O bom médium não é, portanto, aquele que tem facilidade de comunicação, mas o que é simpático aos bons espíritos e só por eles é assistido. É nesse sentido unicamente, que a excelência das qualidades morais é de importância absoluta para a mediunidade. Elas podem ser cultivadas pela oração e pela vigilância íntima.

Este dom de Deus não é concedido ao médium para seu deleite e, ainda menos, para a satisfação de suas ambições, mas para fim de sua melhoria espiritual e para dar a conhecer aos homens a verdade. Se o espírito verifica que o médium já não corresponde às suas visitas e já não aproveita das instruções e dos conselhos que lhe dá, afasta-se, em busca de um protegido mais digno. Dai, a importância da conduta a mais irrepreensível, como testemunho do médium.

Ninguém deverá forçar o desenvolvimento desta ou daquela faculdade, porque, nesse terreno, toda a espontaneidade é necessária; observando-se, contudo, a floração mediúnica espontânea, nas expressões mais simples, deve-se aceitar o evento com as melhores disposições de trabalho e de boa vontade, seja essa possibilidade psíquica a mais humilde de todas. Não existe mediunidade mais preciosa uma que a outra.

A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a sim mesmo antes de se entregar a grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo, poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua tarefa.

O médium tem por obrigação estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação.

Cobrar dinheiro ou qualquer outro tipo de benefício para a realização de trabalhos mediúnicos constitui um ato criminoso, no qual o médium deverá esperar no futuro as conseqüências mais dolorosas.

O primeiro inimigo do médium reside nele mesmo. Freqüentemente é o orgulho, o egoísmo, a ambição, a vaidade , que não raro o conduzem a invigilância, a leviandade e ao desequilíbrio.

 

 

AULA 8

A Reecarnação - parte I

 

A encarnação é o processo pelo qual os espíritos se ligam a corpos materiais, densos, para terem contato com a vida física e orgânica com o objetivo de evolução moral.

Deus impõe aos espíritos a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição, passando por todas as vicissitudes da existência corporal. Visa ainda outro fim a encarnação: O de colocar o espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o espírito um instrumento, em harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, correndo para a obra geral, ele próprio se adianta.

Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos, conseguintemente sem mérito.

Daí conclui-se que, os seres considerados eleitos, anjos, arcanjos, querubins e serafins são a representação das almas que já atingiram, pelo seu esforço, graus de elevação espiritual, passando, como não poderia deixar de ser, pelos mesmos estágios inferiores da escala evolutiva.

O atrasado possui inclinação para o mal, inteligência limitada; regozija-se com violência, compraz-se na vida viciosa. Quando deixa o corpo, os sentimentos os acompanham. Com a evolução, eles vai se modificando. As lutas do mundo, os sofrimentos através das vidas, é que lhe vão aprimorando a alma.

A terra é como escola e hospital. Vê-se o aluno ir progredindo à proporção que muda de classe; a sua cultura é em função do tempo e do estudo; quando o corpo se enfraquece o doente vai a um hospital, onde o médico lhe medica e restitui as forças.

Assim é a terra para o homem. Aqui ele chega como selvagem ou bárbaro e continua a sua peregrinação, curando-se no hospital planetário com a terapêutica do sofrimento, iluminando-se com as lições que recebe de vida em vida, até que, inteiramente puro, fica livre das vidas materiais e entra para as regiões de paz; a felicidade consiste nessa tranqüilidade dos justos; não a podemos perceber nem vislumbrar, porque nunca a possuímos, envoltos nos turbilhões, no nevoeiro, nas paixões violentas desse mundículo onde nos encontramos atolados.

Os espíritos que seguem o caminho do bem chegam mais depressa aos estágios mais elevados da alma; sendo as aflições da vida fruto da imperfeição do espírito, quanto menos imperfeições menos tormentos. Aquele que não for invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam dessas imperfeições.

 

 

AULA 9

A Reencarnação - Parte II

 

Depende dos espíritos progredirem mais ou menos rapidamente em busca da perfeição, conforme o desejo que apresentam de atingir um nível mais elevado e a submissão que apresentam às vontades de Deus. Os espíritos não podem se conservar eternamente em ordens inferiores; mudam de ordem mais rápida ou demoradamente, porém não podem regredir. A medida que avançam, compreendem o que os distancia da perfeição. O espírito ao concluir uma prova fica com a ciência que dai veio a não a esquece. Pode permanecer estacionário durante algum tempo, porém não retrograda.

A encarnação é necessária ao duplo progresso moral e intelectual do espírito: ao progresso intelectual pela atividade obrigatória do trabalho; ao progresso moral pela necessidade recíproca dos homens entre si. A vida social é a pedra de toque das boas ou más qualidades.

Uma só existência corporal é insuficiente para o espírito adquirir todo o bem que lhe falta e eliminar o mal que lhe sobra.

Como poderia um selvagem, por exemplo, em uma só encarnação nivelar-se moral e intelectualmente a um homem civilizado e estudado ? é materialmente impossível. Deve ele, pois, ficar eternamente na ignorância e barbaria, privado dos gozos que só o desenvolvimento das faculdades pode proporcionar ?

O simples bom senso repele tal suposição, que seria não somente a negativa da justiça e bondade divinas, mas das próprias leis evolutivas e progressivas da natureza. Mas, Deus, que é soberanamente justo e bom, concede ao espírito tantas encarnações quantas as necessárias para atingir seu objetivo - a perfeição.

Com a reencarnação, desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou empregado, livre ou escravo, homem ou mulher. De todos os argumentos invocados contra a injustiça da servidão e da escravidão, contra a sujeição da mulher à lei do mais forte, nenhuma há que prime, em lógica, ao fato material da reencarnação. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da natureza o principio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade.

A reencarnação é um processo de aperfeiçoamento espiritual. A volta do espírito à vida corporal tem o objetivo, não é "ação do acaso", nem "capricho dos céus" não há experiência reencarnatória sem motivo, ensina o espiritismo.

Muitos argumentos contra o fato da reencarnação dizendo que isto seria impossível pois o espírito do homem é criado na hora de seu nascimento e que após sua morte nada mais lhe restaria que esperar o seu julgamento. Mas nós espíritas temos a condição de derrubar esta teoria, através da lógica. Se é verdade que o espírito humano é criado no momento de seu nascimento, então como é que se explica que alguns nascem perfeitos e bonitos enquanto que outros nascem defeituosos, cegos, aleijados ? Um erro genético, diriam alguns. Mas levando em consideração que Deus é um ser perfeito em todas as suas manifestações, e que é Ele que nos cria, como poderíamos aceitar que Ele tenha "errado" e tenha produzido alguma coisa imperfeita ? Se Deus é infinitamente perfeito, todas as suas manifestações tem, obrigatoriamente, que serem perfeitas. Então como se explica tamanha distorção da lógica, como se explica esta suposta "injustiça" de Deus, pois se para alguns dá perfeitas condições de sucesso na vida, a outros não dá nada mais que um corpo defeituoso e cheio de sofrimentos ?

Só existe uma explicação lógica que nos dissipa o véu da ignorância e nos faz enxergar a grandiosidade da justiça divina e da infinita misericórdia de Deus, que nos permite retornar à carne para reparar o mal que fizemos outrora. É a reencarnação, que nos mostra que somos hoje o resultado de nossos atos do passado, e seremos amanhã o resultado do que somos hoje. Tomando o conhecimento desta lei divina, temos a obrigação da prática da caridade e da modificação interior, pois este é o único caminho para um futuro melhor.

 

 

AULA 10

A Prece - Alimento do Espírito

 

"E quando orardes, não imiteis os hipócritas que costumam exibir-se, orando em pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas, quando orardes, entrai em vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso pai em segredo; e vosso pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. E quando orardes não faleis muito, como fazem os gentios que pensam que é pelo muito falar que serão ouvidos. Não vos torneis, pois, semelhantes a eles; porque vosso pai sabe o que vos é necessário, antes mesmo que lho peças."  ( Mateus cap. 6 Vers. 5 a 8 )

"Por isso vos digo: tudo o que pedirdes, orando, crede que o haveis de obter e ser-vos-á dado. Mas, quando vos puderdes em oração, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-la, para que também vosso pai, que está nos céus, vos perdoe vosso pecados. Pois, se vós não perdoardes, também, vosso pai, que está nos céus, não perdoará vossos pecados."  ( Marcos Cap. 11 Vers. 24 a 26 )

"E propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos como se fossem justos, e desprezavam os outros. Subiram dois homens ao templo para orar; um era fariseu, o outro publicano. O fariseu, posto em pé orava em seu interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem como esta publicano. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de tudo o que possuo. O publicano, porém, mantendo-se a distância, não ousava sequer levantar os olhos para o céu, mas batia no seu peito dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim pecador. Digo-vos que estou justificado para a sua casa, e não o outro, porque todo o que se exalta será rebaixado e todo o que se humilha será exaltado." ( Lucas cap. 18 vers. 9 a 14 )

As qualidades da prece foram, assim, distintamente definidas por Jesus, quando nos recomendou que, ao orarmos, não procurássemos nos exibir, mas que fizéssemos isso em segredo, com humildade, simplicidade e sem muitas palavras porque não é pelo muito falarmos que seremos ouvidos, mas pela sinceridade com que fizermos a prece. Se tivermos algum ressentimento contra alguém, devemos perdoá-lo antes de orarmos, porque somente será agradável a Deus a prece dita com fé, com fervor e sinceridade, plena de caridade com o próximo. Na prece devemos tomas atitude humilde como a do publicano e não orgulhosa como a do fariseu. 

A fé na vida do homem é como um cantil na vida do viajante do deserto. Na grande viajem de travessia do deserto mortal o viajante Beduíno encontra consolo e fortificação em seu cantil que contém a água abençoada e preciosa. Assim também é a água que refresca nosso espírito nos mantendo no caminho, na travessia do grande deserto das dificuldades da vida encarnada. É o contato mais próximo com Deus, uma verdadeira conversa com nosso Pai amoroso, que está sempre disposto a nos ouvir e a nos amparar, desde que o procuremos com fé, respeito, sinceridade, humildade, livre de qualquer sentimento de vingança ou ódio.

A prece tem um efeito muito maior do que nós podemos imaginar, todo pensamento irradia um campo magnético correspondente, quando temos pensamentos de ódio ou rancor, a nosso psicosfera se modifica, tornando-se negra e atraindo toda sorte de vibrações negativas e entidades sofredoras, mas quando oramos com fé uma verdadeira revolução vibratória se faz sentir, não só nós mas todo o ambiente se encho com poderoso fluido positivo que impregna a todos que ali se encontram, destruindo os miasmas e acalmando a todos. Isto acontece porque estas vibrações vem de Deus como um recompensa a nossa submissão e nossa fé. É a água do cantil que se faz presente.

É necessário que nós criemos o hábito da oração, pelo menos duas vezes ao dia. Ao acordar e ao deitar, para que sempre possamos estar em contato com os bons espíritos, nos fortalecendo para o dia a dia, agradecendo a Deus a benção da vida. Para orar não é necessário uma prece decorada, pelo contrário, devemos orar com consciência do que estamos dizendo, estabelecendo um verdadeiro diálogo com Deus. As preces ditas decoradas não tem efeito algum, alguma pessoas rezam o Pai nosso, por exemplo, e nem sabem o que estão dizendo, não sabem nem o que significam aquelas palavras.

 

ATENÇÃO: ESTE CURSO TEM CONTINUIDADE COM O CURSO BÁSICO DE MEDIUNIDADE OFERECIDO POR ESTE PORTAL !

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