SEF – Sociedade Espírita Fraternidade

Estudo Teórico-prático da Doutrina Espírita

O PASSE ESPÍRITA

AULA 1

 

Ä Introdução: A Sublime doação.

 

“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isto te dou. Em nome de Jesus-Cristo, o Nazareno levanta-te e anda”. (Atos, 3:6.).

 

À porta do templo, chamado Formosa, o Apóstolo Pedro e o deficiente físico.

 

Entre ambos um momento de expectativa.

Da alma cansada e sofrida – que espera.

Da alma plena de fé e estuante de amor – que doa.

Não há indagação nem hesitações.

Apenas a sublime doação.

Eis aí o significado profundamente belo e sublimado do passe:

A doação de alma para alma.

 

            (estuante - adj. 2 gên. Que estua; ardente; febril; agitado. (Do lat. aestuante.))

 

“É muito comum a faculdade de curar pela influência fluídica e pode desenvolver-se por meio do exercício; mas, a de curar instantaneamente, pela imposição das mãos (g.n.), essa é mais rara e o seu grau máximo se deve considerar excepcional”. (Allan Kardec – A Gênese, Cap. XIV, item 34).

 

Ä Definições e menções não espíritas com relação ao Passe:

Preliminarmente, analisaremos algumas definições e menções (menção - s. f. Referência; alusão; tenção; registro; gesto de quem se dispõe a praticar um ato. (Do lat. mentione.) não espíritas com relação aos passes, para que, na seqüência, bem possamos situá-lo dentro do conceito doutrinário/espírita.

1) – Conforme o Novo Dicionário da Língua Portuguesa, editora Nova Fronteira, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira:

Passes: Ato de passar as mãos repetidamente ante os olhos de uma pessoa para magnetizá-la, ou sobre uma parte doente de uma pessoa para curá-la.

 

2) – De acordo com o Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, MEC – Fename, Francisco da S. Bueno:

Passes: Ato de passar as mãos repetidas vezes por diante dos olhos de quem se quer magnetizar ou sobre a parte doente da pessoa que se pretende curar pela força mediúnica (grifo nosso). (essa definição, por sinal, é a mesma encontrada no Dicionário da Academia Brasileira de Letras).

 

3) – Conforme o Dicionário Enciclopédico Espiritismo Metapsíquica Parapsicologia - Editora Bels S. A . de João Teixeira de Paula:

Passes: Movimentos com as mãos, feitos pelos médiuns passistas, nos indivíduos com desequilíbrios psicossomáticos ou apenas desejosos de uma ação fluídica benéfica. (...) Os passes espíritas são uma imitação dos passes hipnomagneticos, com a única diferença de contarem com a assistência, invocada e sabida dos protetores espirituais.

 

Ä Definições Espíritas e dos Espíritos acerca do Passe:

 

O Passe é uma transfusão de energias psíquicas (...) Emmanuel (O Consolador, Cap. V, questão 98).

 

O Passe é uma transfusão de energias, alterando o campo celular. Áulus – André Luiz (Nos Domínios da Mediunidade, Cap. XVII).

 

O Passe, como gênero de auxilio, invariavelmente aplicado sem qualquer contra-indicação, é sempre valioso no tratamento devido aos enfermos de toda classe (...) André Luiz – (Mecanismos da Mediunidade, Cap. XII, Passe e Oração).

 

O Passe é, antes de tudo, uma transfusão de amor. Divaldo Pereira Franco (Diálogo com Dirigentes e Trabalhadores Espíritas – O Passe – propriedades e efeitos).

 

O Passe é um ato de amor na sua expressão mais sublimada. Suely Caldas Schubert. (Obsessão/Desobsessão – A importância da fluidoterapia).

 

Ä Citações acerca do Passe no Velho Testamento:

“Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. Naamã, porém, muito se indignou, e se foi, dizendo: Pensava eu que ele sairia a ter comigo, por-se-ia de pé, invocaria o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra (grifo nosso), e restauraria o leproso.” (II Reis, Cap. V, vv. 10 e 11”).

 

“Josué, filho de Num estava cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés havia posto sobre ele suas mãos (gn): assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos, e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés. (Deuteronômio, Cap. XXXIV, vv. 9 a 12”).

 

Ä Citações acerca do Passe no Novo Testamento:

“Quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiram. E eis que veio um leproso e o adorava, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. 

“E Jesus, estendendo a mão (gn), tocou-lhe dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo de sua lepra”. (Mateus, Cap. VIII, v. 3).

 

“Então Ananias foi e, entrando na casa, impôs as mãos sobre ele (gn) dizendo: Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recupere a vista e fiques cheio do Espírito Santo”. (Atos, Cap. IX, v. 17).

 

“Tendo Jesus passado de novo no barco para o outro  lado, ajuntou-se a ele uma grande multidão; e ele estava à beira do mar.

Chegou um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo e, logo que viu a Jesus, lançou-se-lhe aos pés. E lhe rogava com instância, dizendo: Minha filhinha está nas últimas; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos (g.n.) para que sare e viva. (Marcos, Cap. 5, vv. 21 à 23).

(Instância - s. f. Pedido feito com insistência; ato de instar; qualidade do que é instante; jurisdição; foro. (Do lat. instantia.))  

 

AULA 2

 

A Diferença entre Passe e Imposição das Mãos: 

 Em termos espíritas, passes tanto pode ser entendido como o conjunto de recursos de transferências fluídicas levadas a efeito com fins fluidoterápicos, como uma das maneiras pela qual se faz tais transferências. No primeiro caso, a imposição de mãos seria um dos recursos; no segundo, uma das maneiras.

 Assim sendo, de forma literal, o passe e imposição de mãos não são a mesma coisa; em termos de uso, contudo, tem-se a imposição de mãos como uma técnica de passe, tanto que é comum se falar de um querendo-se dar a entender o outro.

 É importante se observar a ponderação da Dalva Silva Souza, na Revista Reformador de janeiro de 1.986, p. 16 que menciona: “A palavra passe é um deverbal (substantivo que é derivado do verbo; o mesmo que pós-verbal – ex. caça, venda, compra) (obs. nossa) de passar, verbo que, sem dúvida, transmite a idéia de movimento. Por outro lado, imposição de mãos já deixa bem induzido que se trata de atitude estática, sem movimento, posto que, derivado do verbo impor, imposição, nesse sentido, quer dizer: ato de fixar, estabelecer”.

 

Ä Passe – Explicação da Mecânica:

O passe é uma transfusão de energias psíquicas e espirituais; isto é, a passagem de um para outro indivíduo de uma certa quantidade de energias fluídicas vitais (psíquicas) ou espirituais propriamente ditas.

Há pessoas que têm uma capacidade de maior absorção e armazenamento dessas energias que emanam do Fluido Cósmico Universal e da própria intimidade do Espírito. Tal requisito as coloca em condições de transmitirem esse potencial de energias a outras criaturas que eventualmente estejam necessitando. A aglutinação (s. f. Ação ou efeito de aglutinar - v. tr. dir. Fazer aderir; colar, unir, reunir: grudar; soldar; (Do lat. agglutinare.) dessa força se faz automaticamente e também, atendendo aos apelos do passista (prece), que, então, municiado (verbo municionar - v. tr. dir. Abastecer, prover de munições.) com essa carga, a transmite através da imposição das mão sobre a cabeça do paciente, sem a necessidade de tocar-lhe o corpo, por que a força se projeta de uma para outra aura, estabelecendo uma verdadeira ponte de ligação.

O fluxo energético se mantém e se projeta às custas da vontade do passista, como também de entidades espirituais desencarnadas que o auxiliam na composição dos fluídos, não havendo, portanto necessidade de incorporação mediúnica. O passista age somente sob a influência da entidade, e por isso, não precisa falar, aconselhar ou transmitir mensagens concomitantes (adj. 2 gên. Que se manifesta ao mesmo tempo que outro; simultâneo; que acompanha; acessório. (Do lat. concomitante.) ao passe.

As forças fluídicas vitais (psíquicas) dependem do estado de saúde do passista e as espirituais do seu grau de desenvolvimento moral. Assim é que o passista deverá estar, o mais possível, em perfeito equilíbrio orgânico e moral.

 

Ä Os Objetivos do Passe:

Conforme a objetividade e a lucidez do Espírito André Luiz, o que nos faz meditar com grande proveito, quando nos ensina que: “O passe não é unicamente transfusão de energias anímicas. É o equilíbrio ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos (...) Se usamos o antibiótico no campo físico, porque não adotar o passe por agente capaz de impedir as alucinações depressivas, no campo da alma? Se atendemos a assepsia (s. f. (med.) Conjunto de métodos que visam a impedir a introdução de germes patogênicos no organismo. (Do gr. a+sepsis.), no que se refere ao corpo, porque descurar (v. tr. dir. Descuidar; não tratar de; desprezar; tr. ind. não tratar, não cuidar: descurar de suas obrigações.) dessa mesma assepsia no que tange ao espírito?” (André Luiz Opinião Espírita – O Passe, Cap. 55).

 

Quando André Luiz então nos ensina que o passe é  o equilibrante ideal da mente, funcionando como coadjuvante em todos os tratamentos, não só físicos, mas igualmente da alma, fica bem caracterizado que os objetivos a serem alcançados estão em dois campos: Material e Espiritual.

 

Corroborando (corroborar - v. tr. dir. Fortalecer; confirmar; comprovar; pr. fortalecer-se. (Do lat. corroborare.) com isso, encontramos Martins Peralva no seu Livro “Estudando a Mediunidade”, Cap. 26 – Passes, que ensina: “O socorro através de passes, aos que sofrem do corpo e da alma (gn), é instituição de alcance fraternal que remonta aos mais recuados tempos”.

 

 

Bibliografia:

 

KARDEC, Allan. A Gênese. Cap. XIV, item 34.

XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. Capítulo 153.

XAVIER, Francisco Cândido. Religião dos Espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. Capítulo ”Fenômeno Magnético”.

XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Capítulo V, questão 98.

XAVIER, Francisco Cândido. Nos domínios da Mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. Capítulo 17, página 170.

XAVIER, Francisco Cândido. Mecanismos da Mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. Cap. XII, Passe e Oração.

XAVIER, Francisco Cândido. Opinião Espírita.. Pelo Espírito André Luiz. – O Passe, Cap. 55.

FRANCO, Divaldo Pereira. Diálogo com Dirigentes e Trabalhadores Espíritas – O Passe – propriedades e efeitos.

SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão/Desobsessão . A Importância da Fluidoterapia.

PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade.  Capítulo XXVI – Passes.

MELO, Jacob Luiz de. O Passe – Seu estudo, suas técnicas, sua prática. Capítulo VIII – As Técnicas, 6 Outros usos do passe, 6.1 O passe à distância (Irradiações), páginas 223/224.

SOUZA, Dalva Silva. Revista Reformador. Janeiro de 1.986, p. 16.

Apostila do COEM – Centro de Orientação e Educação Mediúnica – do Centro Espírita Luz Eterna de Curitiba. 10.ª sessão de exercício prático – Passes.

Dicionário Brasileiro Globo Multimídia.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Editora Nova Fronteira.

BUENO, Francisco da S. Dicionário Escolar da Língua Portuguesa. MEC – Fename.

PAULA, João Teixeira de. Dicionário Enciclopédico Espiritismo Metapsíquica Parapsicologia - Editores Bels S. A . 

Bíblia Sagrada Multimídia – Tradução de João Ferreira de Almeida. II Reis, Cap. V, vv. 10 e 11”; Deuteronômio, Cap. XXXIV, vv. 9 a 12”;  Mateus, Cap. VIII, v. 3;  Atos, Cap. IX, v. 17.  

 

AULA 3

 

 O PASSE: Introdução. Objetivos do Passe. Formas de Aplicação. 

 

 

Introdução:

“Organizemos, assim, o socorro da oração, junto de todos os que padecem no corpo dilacerado, mas, se a cura demora, jamais nos aflijamos”. Emmanuel (Extraído do Livro Mediunidade e Evolução de Martins Peralva, página 149).

 

Conforme encontramos em “A Gênese”, item 17, “Os fluidos não possuem qualidades sui generis (termo latino – “de seu próprio gênero”), mas as que adquirem no meio onde se elaboram; modificam-se pelos eflúvios (eflúvio - s. m. Fluido sutil que emana dos corpos organizados; efluência; exalação; emanação; (fig.) fragrância; perfume. (Do lat. effluviu.) desse meio, como o ar pelas exalações, a água pelos sais das camadas que atravessa. Conforme as circunstâncias, suas qualidades são, como as da água e do ar, temporárias ou permanentes, o que os torna muito especialmente apropriados à produção de tais ou tais efeitos...”

O Espírito André Luiz, informando sobre o passe, do ponto de vista da medicina humana, declara, em “Evolução em Dois Mundos”, capítulo 15:

“Pelo passe magnético, no entanto, notadamente aquele que se baseia no divino manancial (1. adj. 2 gên. Que mana incessantemente. 2. s. m. Nascente de água; fonte; origem.) da prece, a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem, para que essa vontade, novamente ajustada à confiança, magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço, a fim de que o Estado Orgânico, nessa ou naquela contingência (s. f. Qualidade do que é contingente; eventualidade; possibilidade de um fato acontecer ou não; acaso. (Do lat. contingentia.), se recomponha para o equilíbrio indispensável”.

Pouco antes, dissera ele que:

“Toda queda moral, nos seres responsáveis, opera certa lesão no hemisfério somático ou veiculo carnal, provocando determinada causa de sofrimento”.

Retomando ao tema, no livro “Mecanismo da Mediunidade”, observa ainda, esse mesmo autor espiritual, que “o passe é sempre valioso no tratamento devido aos enfermos de toda classe, desde as crianças tenras aos pacientes em posição provecta (provecto - adj. Que tem progredido; adiantado; avançado em anos. (Do lat. provectu.) na experiência física, reconhecendo-se, no entanto, ser menos rico de resultados imediatos nos doentes adultos que se mostrem jungidos (jungir - v. tr. dir. Juntar, emparelhar; unir, ligar; tr. dir. e ind. ligar; prender; atar (a veículo); submeter. (Verbo defectivo [sem 1.ª pess. do sing. do ind. pres., e, portanto, sem subj. pres.]; conjuga-se por ungir.) à inconsciência temporária, por desajustes complicados do cérebro. Esclarecemos, porém, que, em toda situação e em qualquer tempo, cabe ao médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da vida, porquanto, através da oração, contará com a presença sutil dos instrutores que atendem aos misteres (mister – (lê-se mistér) s. m. Emprego; ocupação; trabalho; urgência; necessidade; aquilo que é forçoso. (Do lat. ministeriu.) da Providencia Divina, a lhe utilizarem os recursos para a extensão incessante do Eterno Bem.”

Observamos que os textos aqui reproduzidos referem-se especificamente ao passe curador, aplicado em seres encarnados. Como sabemos, porém, o passe é utilizado para magnetizar, provocando, nesse caso, o desdobramento do perispírito, e até o acesso à memória integral e conseqüente conhecimento de vidas anteriores, segundo experiências de Albert de Rochas (lê-se Rochá), reiteradas posteriormente por vários pesquisadores.

A literatura sobre o passe magnético é vasta, mesmo fora do âmbito estritamente doutrinário do Espiritismo, de vez que o magnetismo foi amplamente cultivado na Europa, no século passado, principalmente na França. (texto extraído do Livro Diálogo com as Sombras de Hermínio C. Miranda, págs. 246 e 247).

 

Objetivos do Passe:

 

1 – Conhecer, dominar e exercitar as técnicas adequadas de transmissão do passe, que devem basear-se na simplicidade, na discrição e na ética cristã.

 

2 – Associar corretamente as bases do fenômeno do passe com as unidades anteriores (concentração, prece e irradiação), para melhor sentir essa transfusão de energias fluídicas vitais (psíquicas) e/ou espirituais, através da imposição de mãos que facilite o fluxo e a transmissão dessas energias.

 

3 – Compreender as necessidades das condições de ambiente, local e recinto adequado e situações favoráveis ao exercício e aplicação do passe.

 

4 – Observar com rigor as condições morais, físicas e espirituais e de conhecimento doutrinário que o passista deve possuir, para desempenhar a atividade do passe com eficiência e seriedade.

 

5 – Verificar, com especial cuidado, a forma correta e simples da aplicação do passe, evitando o formalismo e as atitudes constrangedoras ou práticas esdrúxulas (1. adj. (gram.) Diz-se do vocábulo acentuado na antepenúltima sílaba; designativo do verso que termina em palavra esdrúxula; (pop.) extravagante; excêntrico; esquisito. (Do ital. sdrucciolo.) 2. s. m. Verso esdrúxulo; palavra esdrúxula.) que fogem à discrição doutrinária gerando condicionamentos e interpretações errôneas de sua aplicação.

 

6 – Reconhecer e exercitar disciplinadamente a aplicação do passe, desapegado da mediunização ostensiva, evitando o aconselhamento ao paciente (que deve ser feito em trabalho especializado), ciente de que tal aplicação deve ser silenciosa, com unção (s. f. Ato ou efeito de ungir ou untar; (fig.) sentimento piedoso; caráter de doçura atrativa; modo insinuante de falar. (Do lat. unctione.) cristã, associando ao máximo possível as suas energias às do mundo espiritual, para maior eficiência no socorro prestado (vide Livro “Nos Domínios da Mediunidade”, Cap. 17).

 

7 – Reconhecer que é dispensável o contato físico na aplicação do passe, o qual pode gerar barreiras e constrangimento, atendendo à ética e à simplicidade doutrinarias, já que a energia que se transmite é de natureza fluídica e, portanto, se faz através das auras (passista-paciente) e não pelo contacto da epiderme, consoante se pode demonstrar atualmente por efeitos registrados em aparelhos (máquina Kirlian). Ocorre um fluxo de energias como uma ponte de ligação de forças passista-paciente.

 

8 – Conscientizar-se de que na tarefa de auxilio pelo passe o médium não deve expor-se, baseado apenas na boa vontade, mas sim se precaver a beneficio da própria eficiência do atendimento, observando as condições necessárias à sua aplicação (ambiente, local, sustentação, etc), procurando desempenhar sua função em Centro Espírita, evitando instituir atendimento em casa, exceto no Culto do Evangelho quando perceber sua necessidade ou atender alguém enfermo em sua residência em situação de emergência, tomando as precauções necessárias. Excepcionalmente, atender os necessitados que por motivos de doenças, idade avançada, acidentes, etc, não podem locomover-se até o Centro Espírita, tomando para isso as medidas de precauções necessárias para fazê-lo em equipe ou reunindo companheiros seguros que possam auxiliar em tal tarefa.

 

09 – Compreender e distinguir em que situações o resultado do passe pode ser benéfico, maléfico ou nulo, preparando-se convenientemente para torna-lo sempre benéfico. O Centro Espírita deve possuir serviço de passe em trabalho destinado ao publico com elucidação evangélico-doutrinária e orientação dos que buscam o passe quanto às atitudes que devem observar para melhor receberem os seus benefícios. A aplicação do passe deve ser feita em sala especial do Centro Espírita, atendendo as características de Câmara de Passe. (Extraído do Manual de Aplicação do COEM pgs. 99,100 e 101).

 

Passe – Forma de Aplicação

Antes de quaisquer considerações a respeito das formas de aplicação do passe, convém lembrar que o passista deve, em primeiro lugar, preparar-se convenientemente, através da elevação espiritual, por meio de preces, meditação, leituras adequadas, etc. em segundo lugar, deve encarar a transmissão do passe como um ato eminentemente fraternal, doando o que de melhor tenha em sentimentos e vibrações.

A transmissão do passe se faz pela vontade que dirige os fluídos para atingir os fins desejados. Daí, concluir-se que antes de quaisquer posições, movimentos ou aparatos (aparato - s. m. Apresentação pomposa; pompa; esplendor; magnificência; conjunto de instrumentos para fazer alguma coisa; reunião de notas e outros elementos elucidativos que acompanham uma obra. (Do lat. apparatu.) exteriores, a disposição mental de quem aplica e de quem recebe o passe, é mais importante.

Deve-se, na transmissão do passe, evitar condicionamentos que se tornaram usuais, mas que unicamente desvirtuam a boa prática espírita.

Destacamos, a seguir, aquilo que o conhecimento de mecânica dos fluídos já nos fez concluir:

1) Não há necessidade do toque, de forma alguma ou a qualquer pretexto, no paciente, para que a transmissão do fluído ocorra. A transmissão se dá de aura para aura. O encostar de mãos em quem recebe o passe causa reações contrarias à boa recepção dos fluidos e, mesmo, cria situações embaraçosas que convém prevenir.

2) A imposição de mãos, como o fez Jesus, é o exemplo correto de transmitir o passe.

3) Os movimentos que gradativamente foram sendo incorporados à forma de aplicação do passe criaram verdadeiro folclore quanto a esta prática espírita, desfigurando a verdadeira técnica. Os passistas passaram a se preocupar mais com os movimentos que deveriam realizar do que com o dirigir seus pensamentos para movimentar os fluidos.

4) Não há posição convencionada para que o beneficiado deva postar-se para que haja a recepção dos fluídos (pernas descruzadas, mãos em concha voltadas para o alto, etc). O importante é a disposição mental para captar os fluidos que lhe são transmitidos e não a posição do corpo.

5) O médium passista transmite o fluido, sem a necessidade de incorporação de um espírito para realizar a tarefa. Daí decorre que o passe de ser silencioso, discreto, sem o balbuciar de preces, a repetição de “chavões” ou orientações à guisa (s. f. (p. us.) Modo; maneira; jeito. (Do germ. wisa.) de palavras sacramentais.

6) O passe deve ser realizado em câmara para isso destinada, evitando-se o inconveniente de aplicá-lo em público, porque, além de perder em grande parte seu potencial pela vã curiosidade dos presentes e pela falta de harmonização do ambiente, foge também à ética e à discrição cristãs. A câmara de passes fica constantemente saturada de elementos fluídico-espirituais, permitindo um melhor atendimento aos necessitados e eliminando fatores de dispersão de fluídos que geralmente ocorre no “passe em público”.

7) Devem-se evitar os condicionamentos desagradáveis, tais como: estalidos de dedos, palmas, esfregar as mãos, respiração ofegante, sopros, etc.

8) Antigamente, quando se acreditava que o passe era simplesmente transmissão magnética, criaram-se certas crendices que o estudo da transmissão fluídica desfez, tais como: necessidade de darem-se as mãos para que a “corrente” se estabelecesse; alternância dos sexos para que o passe ocorresse; obrigação do passista de livrar-se de objetos metálicos para não “quebrar a corrente”, etc.

9) Estamos mergulhados num “mar imenso de fluidos” e o médium, à medida que dá o passe, carrega-se automaticamente de fluidos salutares. Portanto, nada mais é que simples condicionamento a necessidade que certos médiuns passistas apresentam de receberem passes de outros médiuns ao final do trabalho, afirmando-se desvitalizados. Poderá haver cansaço físico, mas nuca desgaste fluídico, se o trabalho for bem orientado.

10) O passe deve ser dado em ambiente adequado, no Centro Espírita. Evitar o passe a domicílio para não favorecer o comodismo e o falso escrúpulo dos que não querem ser vistos numa casa espírita porque isso abalaria sua “posição social”. Somente em casos de doença grave ou impossibilidade total de comparecimento ao Centro é que o passe deverá ser dado, “por uma pequena equipe”, na residência do necessitado, enquanto perdurar o impedimento que o mantém sem condições de comparecer à Casa Espírita.

11) A transmissão do fluído deve ser feita de pessoa a pessoa, devendo-se evitar práticas esdrúxulas de dar-se passes em roupas, toalhas e objetos pertencentes ao paciente, bem como não há necessidade alguma de levar-se a sua fotografia para que seja atendido à distância.

12) Não existe um número padronizado de passes que o médium poderá dar, acima do qual ele estará prejudicando-se. A quantidade de passes transmitidos poderá levar o médium a um cansaço físico mas nunca à exaustão fluídica, se o trabalho for bem orientado, pois a reposição de fluidos se dá automaticamente à medida que médium vai atendendo os que penetram a câmara de passes.

 

Bibliografia:

 

KARDEC, Allan. A Gênese. Item 17, p. 284 FEB, 1982. 

XAVIER, Francisco Cândido. Pão Nosso. Pelo Espírito Emmanuel, 110.

XAVIER, Francisco Cândido. Nos domínios da Mediunidade. Capítulo 17, página 170.

XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em dois Mundos. Pelo Espírito André Luiz. Capítulo 15.

PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade.  Capítulo XXVII – Na hora do passe.

PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução. Página 149. 

JACINTO, Roque. Desenvolvimento Mediúnico. Item 8.

MIRANDA, Hermínio Corrêa. Diálogo com as Sombras. Páginas 246 e 247.

Apostila do COEM – Centro de Orientação e Educação Mediúnica – do Centro Espírita Luz Eterna de Curitiba. 11.ª sessão de exercício prático – Passes.

Manual de Aplicação do COEM. Páginas 99, 100 e 101.

Dicionário Brasileiro Globo Multimídia.

 

AULA 4

 

Passe – Resultado do Passe

 

Ä Introdução:

 Trabalhar pela difusão do magnetismo curador é ajudar a humanidade a desvencilhar-se dos grilhões do sofrimento.

Todos os campos culturais da Terra vão recebendo nova luz.

A química e a física evoluem para os prodígios da força nuclear.

A fisiologia avança, na solução de preciosos enigmas da vida.

A astrologia contempla novas galáxias pelos olhos mágicos dos grandes telescópios, descobrindo novos domínios do Universo.

A medicina adianta-se nos processos de curar.

A radiofonia elimina as fronteiras das nações.

A arte, embora torturada pelos impulsos de renovação, caminha e progride.

As aflições mentais, contudo, são ainda os mesmo suplícios de todos os séculos. E só a educação pode apaga-las. Educação espiritual que restaure o coração e reajuste o cérebro para bem pensar.

Sabemos hoje que o pensamento é energia criadora, com todas as qualidades positivas para materializar os nossos mais recônditos desejos e, atentos à realidade de que cada espírito transporta consigo o mundo que lhe é próprio, nascido dos ideais e das aspirações, dos propósitos e das atitudes que cultiva, é indispensável acordar em nós a força construtora do bem, exteriorizando-a, em todas as direções, porque somente nessa diretriz colocar-nos-emos em sintonias com a lei.

Enquanto a incompreensão e a discórdia, o ciúme e a vaidade, filhos cruéis do ódio e do egoísmo, erguem cárceres de trevas para a mente humana, aprisionando-a em autênticas cristalizações de dor, espalhemos a boa vontade e a cooperação fraterna, a simplicidade e o serviço aos semelhantes, filhos abençoados do amor e da harmonia, que nos libertam o espírito, descortinando-nos gloriosos horizontes de vida eterna. O seu livro de estudos, em torno dos trabalhos magnéticos de socorro e de cura, é admirável empresa, em que a instrumentalidade do seu sentimento e da sua inteligência traduziu primorosas lições e salvadores apelos de abnegados Benfeitores da Espiritualidade Santificante, que lhe assistem as tarefas da mediunidade redentora.

Tudo é magnetismo na Vida Universal.

Entre os mundos é gravitação.

Entre as almas é simpatia.

E como sabemos que há correntes de simpatia para o mal que arrastam as criaturas para o mal que arrastam as criaturas para tenebrosos sorvedouros de flagelação, trabalhemos destemerosos, na extensão das correntes de simpatia para o bem, as únicas suscetíveis de soerguer-nos à imortalidade vitoriosa.

 

 Ä RESULTADOS DO PASSE: Partindo da definição do passe que é transfusão de forças ou energias psico-espirituais de uma para outra criatura, fica fácil entendermos quais os seus resultados.

Temos um receptor, um doador e é preciso considerar o elemento intermediário que é o fluido. Os encarnados e desencarnados vivem mergulhados em um meio comum, a atmosfera fluídica derivada do Fluído Cósmico Universal, que preenche o espaço quer na sua forma primitiva, elementar, quer na forma modificada pela ação da mente, seja a Mente Divina (criação), a dos Espíritos superiores (ambiente espiritual que lhes é próprio) ou a dos Espíritos ligados a Terra, encarnados e desencarnados (formando a atmosfera espiritual em que vivemos).

Tanto os encarnados como os desencarnados são possuidores de um organismo de natureza semimaterial, fluídico – de constituição eletromagnética -, cujo funcionamento se faz na dependência da mente do Espírito, utilizando, porem, os fluidos. Assim como no corpo físico o sangue circula por todo o organismo, levando-lhe a alimentação e veiculando as escórias, no perispírito o que circula são os fluidos comandados pela mente. Alguém que se perturbe se desequilibre passa a ter um “déficit” de fluidos saudáveis (porque saúde é equilíbrio das forças naturais que nos constituem), e passa a absorver e armazenar fluidos que sua própria mente, vibrando em padrões inferiores, se encarrega de tornar pesados, desagradáveis, doentios. Os fluidos de ordem inferior vão aos poucos se infiltrando do perispírito para as próprias células do corpo físico, levando a um mau funcionamento um órgão, um sistema ou um aparelho. Quebrada a resistência natural, fica o organismo entregue ao assalto das várias causas conhecidas ou desconhecidas responsáveis pelas doenças.

No passe o que ocorre é que o agente (o que transmite) é dotado de recursos vitais e espirituais suficientes para transmiti-los ao paciente (o que recebe), modificando-lhe momentaneamente o seu estado vibratório, podendo causar uma melhora acentuada ou até mesmo a cura de uma doença nascida da imprevidência atual do seu portador.

Os resultados podem ser de três ordens: benéficos, maléficos e nulos.

 

Ä BENÉFICOS:

A) Dependem do passista que deve estar em condições de transmitir o passe:

      1º) Saúde física (o fluido vital depende do estado de saúde do passista).

      2º) Equilíbrio espiritual (o fluido espiritual depende da elevação espiritual do passista).

 

B) Dependem do paciente, que deve estar:

     1º) Receptivo (favorável ao recebimento da ajuda, vibrando mentalmente para melhor absorver o recurso espiritual).

                 2º) Disposto a se melhorar espiritualmente (a ajuda do passe é passageira e tais recursos fixar-se-ão e novos acrescentar-se-ão quando o indivíduo passar a ter vida cristã).

 

Ä MALÉFICOS:

A) Dependem do passista quando está:

     1º) Em estado de saúde precária (fluido vital deficitário)

     2º) Com o organismo intoxicado (vícios, como o fumo, o álcool, as drogas, etc.).

     3º) Em estado de desequilíbrio espiritual (revolta, vaidade, orgulho, raiva, desespero, desconfiança, etc.).

B) Dependem do paciente:

-         -         Quando as suas defesas estão praticamente nulas e não pode neutralizar a torrente de fluidos grosseiros e inferiores que lhe são transmitidos por passista despreparado.

 

Ä NULOS:

Dependem do paciente:

     1º) Embora a ajuda seja boa por parte do passista, o paciente se coloca em posição impermeável (descrença, leviandade, aversão).

     2º) Quando consegue neutralizar os fluidos grosseiros transmitidos pelo médium despreparado.

 

BIBLIOGRAFIA: Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Pão Nosso, Capítulo 44; Idem, Seara dos Médiuns, Capítulo 67.

 

 

             Ä Bibliografia:

 

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Parte Segunda, Cap. XIX; Introdução, II – final.

KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Capítulos XIV, item 172, XVI, item 188 e XIX item 225.

DENIS, Leon. No Invisível. Segunda Parte, Cap. XIX.

XAVIER, Francisco Cândido. Missionários da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Cap. VII e XVI.

XAVIER, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. Cap. V.

TEIXEIRA, José Raul. Desafios da Mediunidade. Pelo Espírito Camilo. Questões 14, 15, 16 e 28.

PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade. Capítulo IX – Incorporação.

 

AULA 5

 

Identificação dos Fluidos – Noções Sobre Fluidos – Exteriorização.

 

Introdução -

 Segundo a Doutrina Espírita, nós somos constituídos de uma natureza ternária: Espírito, Perispírito (Corpo Espiritual) e corpo Físico. A matéria mais densa do complexo humano (corpo físico) é animada pelo fluido vital diferenciado-a da matéria inerte. Nosso Perispírito é constituído de energias e fluidos, resultantes do processo de absorção e metabolização, realizada pelos centros de forças. De conformidade com nosso estado de maior ou menor equilíbrio físico e espiritual, vamos emitir nossa atmosfera psíquica que é o conjunto de vibrações, fluidas e energias características da qualidade de nossos pensamentos e sentimentos.

Exteriorização e Atmosfera Psíquica -

O Espírito André Luiz no Livro psicografado por Francisco Cândido Xavier de nome “Mecanismo da Mediunidade” (Cap. IV), esclarece sobre o “hálito mental...” Articulando, ao redor de si mesma, as radiações das energias funcionais das agregações celulares do campo físico ou do psicossomático, a alma encarnada ou desencarnada está envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares. Contém elas as essências e imagens que lhes configura os desejos do mundo íntimo, em processo espontâneo de auto-exteriorização, atuando sobre os que com ela se afinem e recolhendo atuação dos simpáticos.(Pg.85). Sempre que pensamos, expressando o campo íntimo na ideação e na palavra, na atitude e no exemplo, criamos formas-pensamentos ou imagens-moldes que arrojamos para fora de nós, pela atmosfera psíquica que nos caracteriza a presença. (Pg.86).

Lei da Sintonia -  

Sintonia significa entendimento, harmonia, compreensão, ressonância ou equivalência. Sintonia é um fenômeno de harmonia psíquica, funcionando à base de vibrações. A lei de reciprocidade impera em todos os acontecimentos da vida. Contamos com as entidades e núcleos de pensamentos, com os quais nos colocamos em sintonia. O pensamento é idioma universal, compreendendo-se que o cérebro ativo é um centro de ondas em movimento constante, estamos sempre em correspondência com o objeto que nos prende a atenção.

Recebemos variados apelos nascidos do campo mental de todas as inteligências encarnadas e desencarnadas que se afinizam conosco, tentando influenciar-nos através das ondas inúmeras dos diferentes pensamentos. Em relação à mediunidade, devemos ressaltar a questão de sintonia. “Atraímos os Espíritos que se afinizam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se é verdade que cada um de nós somente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá”. (Livro Nos Domínios da Mediunidade).

Percepção e Absorção Fluídica -

 “Pensamentos de crueldade, revolta, tristeza, amor compreensão, esperança ou alegria teriam natureza diferenciada, com características e pesos próprios, adensando a alma ou sutilizando-a, além de lhe definirem as qualidades magnéticas”.

A organização do complexo mediúnico funciona como um aparelho receptor nos domínios da radiofonia. A emissão mental condensa o pensamento e a vontade do emissor e envolve o médium em profusão de raios que lhe alcançam o campo interior, primeiramente pelos poros, que são miríades de antenas. Essas expressões apóiam-se nos centros do corpo espiritual, que funcionam como condensadores e atingem o sistema nervoso.

O cérebro onde se processam as ações e reações mentais, que determinam vibrações criativas, através do pensamento ou palavra. Tais estímulos se expressam ainda pelo mecanismo das mãos e dos pés, sentidos e órgãos que trabalham como condutores transformadores e analistas, sob o comando da mente “. (Livro Nos Domínios da Mediunidade)”.

 Os pensamentos agem e reagem uns sobre os outros, através de incessante corrente de assimilação e o intercâmbio de alma para alma é constante e obrigatório.

“Todos respiramos num oceano de ondas mentais, com o impositivo de ajusta-las em beneficio próprio. Vasto mar de vibrações permitidas. Emitimos forças e recebemo-las. O pensamento vige na base desse inevitável sistema de trocas”.

Querendo ou não, afetamos os outros e os outros nos afetam, pelo mecanismo das idéias criadas por nós mesmos. Daí o imperativo de compreensão, simpatia, aprovação e apoio que todos carecemos, para que a tranqüilidade nos sustente e equilíbrio a fim de que possamos viver proveitosamente.”(Livro – Sinal Verde – Espírito André Luiz – Introdução)”.

 Durante processo mediúnico, através da expansão perispiritual o médium ampliará suas capacidades receptivas e poderá perceber as emissões do hálito mental de um espírito comunicante. Essa percepção acontece no processo da sintonia e da interpenetração dos respectivos perispírito. Feito esse contato, o médium poderá analisar e fazer o reconhecimento da atmosfera fluídica da entidade, estabelecendo sua qualidade.

 Para atingir esse reconhecimento o médium procura sentir o que as emanações fluídicas contêm de pensamentos, sentimentos e sensações.

Após analise e reconhecimento dos fluidos emitido pelo espírito comunicante, haverá o prosseguimento ou não do processo de comunicação mediúnica. “Há um fluxo de energia da entidade comunicante e do médium, associado valores de diferentes potenciais”.

Estabelece-se um fio condutor de um para o outro que representa o pensamento de aceitação ou adesão do médium, a corrente mental atinge o necessário equilíbrio entre ambos, anulando-se a diferença existente pela integração das forças conjuntas em clima de afinidade “. (Livro Mecanismo da Mediunidade – Espírito André Luiz cap. IV pg. 51,)”.

 Para a continuidade de semelhante comunicação é imprescindível conservar o pensamento constante de aceitação ou adesão da personalidade mediúnica.

“Afirmamos que existe capacidade de afinização entre um Espírito e outro, quando a ação de plasmagem  e projeção da matéria mental na entidade comunicante for mais ou menos igual à ação de receptividade e expressão na personalidade mediúnica”.

 Se o nosso padrão vibratório estiver na mesma freqüência do comunicante, reforçaremos as vibrações recebidas, estabelecendo a sintonia vibratória, possibilitada através da afinidade.

Voluntariamente o médium procura se envolver pelos fluidos e vibrações do Espírito, procurando assimilar o conteúdo de seus pensamentos, emoções e sentimentos, a eles se associando e não oferecendo oposição. No processo de absorção fluídica o médium atrai para si a corrente fluídica ampliando sua receptividade.

Rejeição dos Fluidos -

 Após a percepção dos fluidos e energias emanadas de entidade comunicante, o médium decidirá, de acordo com os propósitos da reunião, dar continuidade ao processo de comunicação mediúnica, ou poderá optar pela interrupção do mesmo.

Se a decisão for favorável à interrupção, o médium deverá rejeitar e rechaçar esses fluidos e vibrações do espírito, colocando-se numa postura de impedimento a que eles se misturam aos seus. Para conseguir atingir o rechaçamento, utilizemos a nossa vontade e buscamos direcionar nossa concentração para outro objetivo que possa beneficiar os envolvidos na reunião. O Mentor Espiritual de Francisco Cândido Xavier, Emmanuel em seu livro Roteiro, adverte ao médium espírita: “É, no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos da comunhão Espírito a Espírito”.

Daí procede à necessidade de renovação idealística, de estudo, de bondade operante e fé ativa, se pretendemos conservar o contato com os Espíritos Superiores. Para atingir tão alto objetivo é indispensável traçar um roteiro para a nossa organização mental, no infinito bem e segui-lo sem recuar.  

 

AULA 5 - Continuação

 

Identificação dos Fluidos – Noções Sobre Fluidos – Exteriorização.

 

Fluido Cósmico Universal – Na questão de número 27(vinte e sete) de “O Livro dos Espíritos”, nos encontramos a afirmação dos Espíritos de que Deus, Espírito e matéria constituem o principio de tudo o que existe, formando a trindade universal. “Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela”.

O fluido universal é um elemento material se distinguindo por propriedades especiais. É fluido, estando colocado entre matéria e Espírito, e é suscetível de produzir inúmeras combinações sob a ação do Espírito. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar é o agente de que o Espírito se utiliza, é o principio sem o qual a matéria estaria em perpetuo estado de divisão.

 

De acordo com a questão de número 79 (setenta e nove) da obra anteriormente citada (Livro dos Espíritos), existem dois elementos gerais no Universo: O elemento inteligente e o elemento material.  Os Espíritos são a individualização do principio inteligente, e os corpos são a individualização do principio material.

Nós somos, portanto, formados por um principio inteligente (Espírito); principio material (Corpo Físico), e por um principio fluídico (Perispírito). O corpo carnal tem seu principio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No capitulo do livro “A Gênese” que trata dos fluidos, e esclarecido: “Como principio elementar do Universo, o Fluido Universal assume dois estados: o de eterização imponderabilidade e o de materialização ou ponderabilidade. O ponto intermédio é o da transformação deste em matéria tangível”. A cada um desses estados ocorrem fenômenos especiais: fenômenos materiais (ciência propriamente dita) e os fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam à existência dos Espíritos. No contato incessante da vida espiritual e corporal os fenômenos das duas categorias se produzem simultaneamente.

 

“No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme, sem deixar de ser etéreo, sofre modificações mais numerosas talvez que no estado de matéria tangível”.

Essas modificações constituem fluidos distintas dotados de propriedades especiais e propiciam a ocorrência dos fenômenos do mundo invisível. Esses fluidos tem para os Espíritos, uma aparência tão material quanto os objetos tangíveis para os encarnados. Eles o elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos. Entre os elementos fluídicos do mundo espiritual há os que estão mais intimamente ligados à vida corpórea e de certa forma, pertencem ao meio terrenos.

 

O ponto de partida do fluido universal é o de pureza absoluta e o ponto oposto é sua transformação em matéria tangível. Entre esses dois extremos dão-se inúmeras transformações. Os menos puros e mais próximos da materialidade compõem a atmosfera espiritual da Terra, onde os Espíritos que aqui vivem haurem os elementos para sua existência.

 

ÄO Perispírito.

 

O Espírito extrai seu perispírito dos fluidos ambientes, resultando elementos constitutivos variados conforme os mundos que habite.

O envoltório perispiríticos de um Espírito se modifica com o progresso moral que este realiza em cada encarnação. É ele o intermediário de todas as sensações que o Espírito recebe, possibilitando a este interagir com a natureza. É o elo entre a alma e o corpo, continuando a envolver o Espírito após a desencarnação.

Os fluidos perispirituais são oriundos da metabolização automática das energias e fluidos do local onde o Espírito se encontra. Devido à sua natureza semimaterial, ele interliga o plano material e o plano espiritual, ajustando-se a cada um deles.

Os fluidos perispirituais interagem facilmente com o fluido Universal, podendo absorver e fundir-se com outras formas de energias e de matéria, através da ação do pensamento e da vontade. Quando encarnado, o perispírito conserva as mesmas propriedades do perispírito do desencarnado, apenas ficando limitado pela ligação com o corpo físico (menor freqüência vibratória). (A Gênese – Cap. XIV).

De acordo com Djalma Motta Argollo em seu livro “Possibilidades Evolutivas – Cap. VI”, O Perispírito é um complexo energético onde se encontram os mecanismos responsáveis por todas as funções orgânicas, desde a seleção dos princípios hereditários até à organização da célula ovo, e seu desenvolvimento num organismo complexo”. Nele estão radicados os centros funcionais que dirigem e controlam as emissões do inconsciente profundo, geradoras das funções fisiopsíquicas dos seres vivos.

A evolução biológica é resultante da interação entre perispírito e matéria, através dos milênios, que nele fixou reflexos condicionados responsáveis pela estrutura e gerenciamento do complexo orgânico. O perispírito é o veiculo onde são gravados os resultados do processo evolutivo do homem, isto é, o fruto das interações dos seres com o meio ambiente em sua globalidade.

As atividades do perispírito abrangem, a dimensão psicológica, sendo responsável pelo automatismo fisiológico, registrando os fatos de ordem psíquica, como a memória, e os inconscientes passado e atual, em fim todos os processos mentais.

O perispírito se coloca como mediador entre Espírito e matéria, facultando o tráfego entre as duas outras dimensões por um complexo energético diferenciado. O perispírito apresenta assim uma dualidade funcional: é quase material e quase imaterial simultaneamente. Experiências demonstraram que o corpo fluídico é formado por níveis energéticos diferenciados que se distribuem, em densidade crescente, do Espírito ao corpo. Esses diversos níveis energéticos mostram uma condensação progressiva, vinculada entre si. Quem vive numa dimensão, na verdade está encarnado nela, mas ao mesmo tempo vive em uma dimensão superior.

Devido à expansibilidade do perispírito acontecem os fenômenos mediúnicos, graças a essa propriedade, amplia-se a sensibilidade do médium, seu campo de percepção, permitindo um registro mais apurado da presença e do pensamento do Espírito comunicante.

As particularidades dessas manifestações guardam relação com a estrutura psíquica da cada médium, sua constituição orgânica e sua historia espiritual.

 

ÄAção dos Espíritos sobre os Fluidos.

 

Segundo Leon Denis em “O Problema do Ser, do Destino e da Dor” (Cap. XXIV – Pg. 355).

“O pensamento é criador. Não atua sòmente em roda de nós, influencia nossos semelhantes para o bem ou para o mal; atua principalmente em nós, gera nossas palavras, nossas ações e com ele, construímos, dia a dia, o edifício grandioso ou miserável de nossa vida presente e futura”.

É através do pensamento e da vontade que os Espíritos atuam sobre os fluidos, aglomerando-os, combinando-os, dispersando-os, mudando suas propriedades. Essas modificações resultam de uma intenção ou expressam pensamentos inconscientes.

De acordo com as nossas disposições mentais, nossas emanações serão mais ou menos intensas e amplas, sendo à vontade que determina as propriedades especiais. Essas radiações formam em torno de nós, camadas concêntricas que constituem uma espécie de atmosfera fluídica, chamada de psicosfera humana.

É também através do pensamento que os Espíritos se fazem visíveis com a aparência que possibilite seu reconhecimento por parte dos encarnados. Ele cria ainda, fluidicamente, os objetos que habitualmente usara. O pensamento cria imagens fluídicas se refletindo como num espelho, no envoltório perispiríticos.

 

ÄQualidade dos Fluidos.

 

Com a natureza dos nossos pensamentos e sentimentos, nós qualificamos os fluidos. Os fluidos que envolvem os Espíritos maus são viciados e os que recebem as influencias dos bons Espíritos, são tão puros como o grau de perfeição moral que eles alcançaram. Essa variedade de bons e maus fluidos é tão grande, como a diversidade dos pensamentos. Os fluidos adquirem as qualidades no meio onde se elaboram, pois são o veiculo do pensamento que modifica suas propriedades. Sob o ponto de vista moral, os fluidos trazem características dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de bondade, de amor, de caridade, de doçura, etc...

 

Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, irritantes, tóxicos, narcóticos, dulcificantes, reparadores, etc...

A qualificação dos fluidos é determinada por todas as paixões, virtudes e vícios da humanidade.

Da mesma forma que os desencarnados, os encarnados saneiam ou viciam os fluidos ambientes conforme seus pensamentos sejam bons ou maus.

O perispírito recebe de forma direta e contínua a impressão dos pensamentos do Espírito e só se modificara com a transformação deste.

Segundo “A Gênese” (Cap. XIV – pg.285). O perispírito dos encarnados tem natureza idêntica à dos fluidos espirituais e por isso pode assimila-los com facilidade, especialmente por ocasião de sua expansão e irradiação.

Os fluidos atuam sobre o perispírito e este sobre o organismo material a que se liga molécula a molécula. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo recebe uma impressão salutar, se são má, a impressão e penosa, podendo até ocasionar enfermidades.

Nas reuniões públicas são produzidos os mesmos efeitos: pensamentos bons causam satisfação e bem estar, pensamentos maus causam ansiedade e mal-estar.

Se meditarmos em assuntos elevados, na sabedoria, no dever, nosso ser impregna-se das luzes do nosso pensamento. Se nosso pensamento é inspirado por maus desejos, pela paixão, pelo ciúme, pelo ódio, pela inveja, as imagens acumulam-se em nosso perispírito, renovando-se somente quando modificarmos o modo de pensar e agir.

 

ÄPsicosfera ou “Hálito Mental”.

 

“Os nossos pensamentos criam o fenômeno psíquico do” hálito mental “, equivalente à natureza das forças que emitimos ou assimilamos. Temos, então, um” hálito mental “desagradável e nocivo, ou agradável e benéfico. Nosso ambiente psíquico será determinado pelas forças mentais que projetamos através do pensamento, da palavra, da atitude, do ideal que desposamos (nossas aspirações). (Livro Estudando a Mediunidade – Martins Peralva pg. 22)”.

O ambiente psíquico de uma pessoa de maus hábitos ou hábitos salutares será notado, sentido pelos Espíritos e pelos encarnados.

Nosso campo mental é assim inteiramente devassável pelos Espíritos, sejam encarnados ou desencarnados.

“Arrojamos de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa individualidade, o ambiente psíquico que nos é particular. Cada alma se envolve no círculo de forças vivas que lhe transpiram do” hálito mental “, na esfera das criaturas a que se emana, em obediência às suas necessidades de ajuste ou crescimento”. (Livro Nos Domínios da Mediunidade – André Luiz Cap. I).

 

“O pensamento exterioriza-se e projeta-se, formando imagens e sugestões que arremessa sobre os objetivos que se propõe atingir. Quando benigno e edificante, ajusta-se às leis que nos regem criando harmonia e felicidade, todavia, quando desequilibrado e deprimente, estabelece aflição e ruína”.(Idem obra citada acima).

Somos livres para escolher nossos pensamentos.

“Cada inteligência emite as idéias que lhe são particulares a se definirem por ondas de energia viva e plasticizante, mas, se arroja de si essas forças, igualmente as recebem, pelo que influencia e é influenciado. Toda criatura, ao exteriorizar-se, seja imaginando, falando, ou agindo, em movimentação positiva é um emissor atuante na vida, e sempre que se interioriza, meditando, observando ou obedecendo, de modo passivo, é um receptor em funcionamento”. (Livro Encontro Marcado – Emmanuel Cap. 14).

 

ÄPercepção e Analise dos Fluidos.

 

Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos outros. O intercâmbio da alma para alma e obrigatório e constante e de forma imperceptível, permutamos idéias e forças uns dos outros.

Os nossos pensamentos criam o fenômeno psíquico do “hálito mental” equivalente à natureza das forças que emitimos ou assimilamos e nossas criações mentais incessantes, determinarão o tipo e o caráter de nossas companhias espirituais, através da sintonia ou lei de afinidade.

Roque Jacinto em seu livro “Desenvolvimento Mediúnico Pg. (14), define a afinidade como sendo uma lei de atração de energias que se assemelham ou que se relacionam e, na aplicação que damos nos estudos espíritas, tem a mesma significação de gostos ou preferências, de tendências e prazeres que se atraem mutuamente pela semelhança de suas vibrações mentais. O médium predisposto à comunicação espiritual, ao expandir seu perispírito vai ampliar sua percepção e poderá perceber os Espíritos que se encontram na mesma onda de pensamentos. Nossas ondas mentais determinam a espécie de recepção que obteremos. A aproximação espiritual ocorre de acordo com os princípios de afinização fluídica, pois o clima mental resultante de nossos pensamentos mais constantes é que determinam o entrelaçamento psíquico”.

A influenciação é a ação de um Espírito sobre a vontade ou organismo de um médium, causando sensações anormais, psíquica ou espiritual. Se essa sensação é deprimente, dolorosa, é chamada perturbação espiritual; se for sadia, elevada, será uma inspiração ou intuição dos bons Espíritos.

Ocorrendo a exteriorização maior ou menor do perispírito do médium, este passará a ter uma condição vibratória que propicia a captar as emanações do ambiente.

Estando com a percepção ampliada, o médium poderá receber a influenciação da psicosfera (hálito mental) das entidades espirituais, identificando a qualidade de seus fluidos e energias, através das sensações transmitidas, perispírito a perispírito.

O médium poderá também perceber o ambiente fluídico local que é a combinação de todos os fluidos emanados dos presentes encarnados ou não.

Os vários tipos de Espíritos diferenciam-se de acordo com suas emanações fluídicas próprias. Essas emanações nos causam sensações que possibilitam distinguir os bons e os maus Espíritos. Os bons Espíritos irradiam fluidos leves, agradáveis, suaves, calmos, harmônicos e o médium tem uma sensação de bem-estar geral e euforia espiritual. Os maus irradiam em torno de si fluidos pesados, desagradáveis, fortes, violentos, desarmônicos, e o médium tem uma sensação de mal estar geral, ansiedade, desassossego, nervosismo, cabeça pesada, pálpebras chumbadas, bocejos freqüentes e arrepios.

Na pratica mediúnica, após expansão receptiva do perispírito, condicionada pela prece, concentração e relaxamento físico e psíquico, o médium procurará perceber o ambiente espiritual ou de alguma entidade próxima e poderá analisar as sensações decorrentes dessa aproximação ou influenciação.

“Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam as características em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os valores morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós, das esferas mais altas, através dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências”. (Livro Nos Domínios da Mediunidade – André Luiz).

 

ÄBibliografia:

 

A Gênese – Cap. XIV – Fonte Viva – Emmanuel pgs. 86 e 117. – O Consolador – pgs. 409/410 – Desenvolvimento Mediúnico – Roque Jacinto pgs. 14. – Seara dos Médiuns – Emmanuel pgs. 38/76. – Roteiro – Emmanuel pgs. 28 e o Livro Nos Domínios da Mediunidade. A Gênese – Cap. XIV – A Alma é Imortal – Gabriel Delanne Pg. 226-289 – Evolução em Dois Mundos – André Luiz Pg. 19 e 95 – Desenvolvimento Mediúnico – Roque Jacinto Pg. 51,52 153 e 207 – Livros dos Espíritos. Mecanismo da Mediunidade – André Luiz Pg. 35 e 158 – Obras Póstumas – Allan Kardec – Seara dos Médiuns Emmanuel Pg. 2205 Cap.38 – Nos Domínios da Mediunidade André Luiz Introdução.

 

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