EVANGELIZAÇÃO INFANTIL

Primeira Aula

 

Evangelização infantil implica em:

 

-        Ajudar o Desenvolvimento Intelectual, Cognitivo e moral

-        Divulgar a Doutrina Espírita

§       Cabe ao Centro Espírita

-        Ajudar a compreensão e divulgação do Evangelho

-        Ajudar a compreensão e divulgação das obras da Codificação Kardequiana e outras correlacionadas.

 

Recursos (de preferência interativos):

 

-        Leitura e interpretação de textos (discussão)

§       Interpretação de textos abrange na realidade, 3 habilidades cognitivas básicas:

·      Compreensão

·      Interpretação propriamente dita

·      Inferência

o     Inferir = afirmar como conseqüência; tirar por conclusão; deduzir raciocinando; concluir

v     Cuidado para não inferir de maneira incorreta, acabando por impor opiniões pessoais, ou passar idéias erradas ou contrárias ao texto fonte

-        Quanto mais se estuda e se adquire experiência , melhor se torna a interpretação e mais útil a inferência.

v     Opiniões devem ser claramente identificadas.

§       A interpretação depende dos conhecimentos pessoais e do conhecimento sobre o autor do texto fonte,  linguagem, época (convenções, crenças etc.).

-        Questionários e debates

-        Fichamentos e quadros sinóticos

-        Exposições verbais com ou sem quadro sinótico.

 

ADEQUAÇÃO DE MÉTODOS DE ENSINO E PLANEJAMENTO DE AULAS

 l) O professor não é apenas um expositor de matéria, é um orientador da aprendizagem e desempenha a complexa missão de estimular, orientar e controlar o processo educativo, favorecendo ao aluno o desenvolvimento da reflexão, da criatividade e da disposição para a pesquisa. Para bem cumprir a sua tarefa, precisa portanto, planejar cuidadosamente as suas aulas. O professor consciente prepara logo um plano anual.

 2) O Evangelizador possui tarefa mais profunda que a do professor em geral, pois é de ordem moral e espiritual. Além do cuidado em planejar suas aulas, deve ter atitudes compatíveis com sua elevada função. Ao aceitar o compromisso de evangelizador, deve ponderar muito bem as responsabilidades que assume. As questões relativas ao horário, à assiduidade, à freqüência, ao amor e interesse que dispensa ao evangelizando de qualquer idade, devem merecer a maior atenção.

 3) O primeiro passo para a organização de uma Escola de Evangelização e/ou sessões de estudos eficientes, é a determinação dos assuntos a serem transmitidos de maneira contínua e progressiva, a fim de atingir-se objetivos gerais. A distribuição de assuntos em unidades coerentes, e que mantenham uma seqüência lógica, é chamada de PLANO ANUAL.

 4) O conteúdo de cada unidade pode ser ministrado em mais de um período de aprendizagem. Para tanto, é necessário que se faça um plano de aula. Em um plano de aula, o evangelizador planeja os objetivos específicos, o conteúdo para atingi-los, e os meios que deva utilizar para veicular tais conteúdos

 5) Ao elaborar sua aula, o evangelizador deve ter em mente, a quem sua aula se destina: o evangelizando é um Espírito reencarnado que guarda, nos refolhos do inconsciente, uma grande bagagem de conhecimentos, hábitos e atitudes, inclinações, aptidões adquiridas em vidas sucessivas, tendências que o caracterizam desde a primeira infância, como um ser distinto, diferente até mesmo de seus irmãos consangüíneos. É assim que, na presente trajetória, precisa reformar-se, consolidar ou adquirir padrões de comportamento capazes de lhe garantir a ascensão espiritual. É uma personalidade que se revela passo a passo, e que se torna mais capaz de assimilar conhecimentos, à medida que avança através das várias encarnações.

            A)    NÍVEL/TURMA – interesses e nível de conhecimento.

B)     UNIDADE – qual o assunto a ser desenvolvido?

C)    TEMA – levando-se em conta o grau de conhecimento da turma e os objetivos específicos a serem alcançados, que parte do assunto pode ou deve ser abordada?(qual o tema adequado?)

 6) OBJETIVOS – O que se pretende formar no Evangelizando ao transmitir-se determinados conteúdos?

Por que usar determinados recursos ou técnicas?

  A)    OBJETIVOS GERAIS – são os próprios objetivos da EDUCAÇÃO sob o ponto de vista da DOUTRINA ESPÍRITA.

a.       EDUCAR é:

                                                                          i.      Transmitir bagagem cultural

                                                                         ii.      Ajudar a desenvolver a sensibilidade e a criatividade (contato com as artes)

                                                                       iii.      Estimular o desenvolvimento de princípios éticos (regras de conduta, respeito humano) e princípios morais (religiosidade, transformação espiritual)

Por fim, EDUCAR É “Criar condições para ajudar o desenvolvimento, isto é, o progresso do Espírito Humano”.

B)     OBJETIVOS ESPECÍFICOS – são os objetivos planejados para cada aula. Resumem-se no PARA QUÊ ensinar determinados itens. O objetivo Específico deve indicar o que se espera obter como resultado do que se pretende desenvolver no transcorrer da aula.

 7) Após determinar o objetivo específico, o Evangelizador deve programar o QUÊ vai “ensinar” a fim de atingi-lo. É o conjunto de conhecimentos previstos para serem vivenciados pelos evangelizandos, em diferentes situações de aprendizagem, ao longo de um ou vários períodos de aulas.

Os conteúdos devem ser adequados ao nível de conhecimento e maturidade da turma, e não tão longos que desafiem o “attention span”.

 8) PROCEDIMENTOS – formas de atuação didática do evangelizador: que recursos didáticos vai utilizar?

Tal atuação terá validade apenas se voltada aos objetivos propostos e ao conteúdo selecionado.

Os procedimentos devem constituir-se na harmonia entre conteúdo, desenvolvimento adequado do mesmo, e atividades de avaliação.

Além da exposição verbal, outros recursos devem ser utilizados.

 9) AVALIAÇÃO – que atividades o evangelizador vai desenvolver para observar os evangelizandos e avaliar a eficácia de suas aulas?

A avaliação é um processo permanente do controle da aprendizagem, e faculta o auto-aprimoramento do evangelizador. Através da avaliação, o evangelizador pode verificar que pontos não foram assimilados, de forma que possa reforçar alguns pontos ou reformular sua aula.

 10) Em resumo, PLANO DE AULA CONSISTE EM :

 

A)    DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:

a.       Nível/turma

b.      Unidade

c.       Tema

B)     OBJETIVOS ESPECÍFICOS

C)    PROCEDIMENTOS: harmonização entre:

a.       Objetivo

b.      Conteúdo

c.       Desenvolvimento da aula

d.      Atividades (motivação, fixação e avaliação)

D)    RECURSOS – devem ser variados e adequados ao nível de conhecimento e maturidade da turma.

 

Segunda Aula

RECURSOS DIDÁTICOS

 

v     Artes, jogos, esportes etc.

v     Exposições verbais e escritas, interpretação de texto, painéis ilustrativos, painéis de discussão, fichamentos, quadros sinóticos etc.

v     Recursos áudio-orais e audiovisuais, eletrônicos etc.

 

 LITERATURA INFANTIL

(QUADRO SINÓTICO PARA ÁLBUM SERIADO)

 

LITERATURA:

 

-         Um dos recursos didáticos mais apreciados pelos Educadores de vários países

-         Desperta bons sentimentos

-         A sensibilidade torna-se aprimorada

-         Pode conduzir às boas ações

 

A LITERATURA INFANTIL:

-         Forte recurso didático

-         Ajuda a fixar conhecimentos já adquiridos

-         Transmite novos conhecimentos

-         Ajuda a desenvolver o senso ético e a sensibilidade estética (desperta e cultiva o sentido do Belo)

§         Em relação aos valores literários

§         Em relação aos valores humanos

-         Ajuda no processo de socialização

§         É o meio de comunicação dedicado à criança

-         Ajuda a aperfeiçoar a conduta

CRITÉRIO DE SELEÇÃO:

                              - Para ser um recurso eficiente:

§         Rigoroso processo de seleção

·        Pode atuar de maneira positiva

·        Pode atuar de maneira perigosamente negativa

§         Selecionar implica em:

·        Verificar seu valor literário

o       Evitar obras que possam provocar qualquer ação negativa sobre a criança

·        Verificar o conteúdo doutrinário

o       Precaver-se contra tudo que possa transmitir erros doutrinários

·        Verificar se a obra está adequada ao nível de maturidade

o       Se adaptações são possíveis e/ou necessárias

·        Escolher a forma literária adequada ao objetivo de sua aula

 

A SELEÇÃO DE MATERIAL LITERÁRIO RESUME-SE PORTANTO EM:

 

1)      Verificar seu valor literário

2)      Escolher o tipo de literatura que atenda aos interesses da criança

3)      Escolher a forma literária que se adapte bem ao objetivo planejado.

TEXTOS PARA ANÁLISE

DONA SUCURI

 Dona Sucuri era a melhor cobra da floresta, era um anjo! Qualquer bicho se machucava... Lá ia Dona Sucuri ajudar. Alguém precisava de auxílio... Dona Sucuri se apresentava, sempre sorrindo.

Um belo dia, Dona Sucuri foi chamada por Dona Coelha. Coitadinha, chorava de fazer dó!

_ “Meu Deus do céu! O que foi, Dona Coelha?”

_ “Meu marido machucou a perna e está estendido no meio do espinheiro. Por mais que eu queira, não consigo chegar até ele”.

_ “Calma, Dona Coelha, vamos fazer uma prece, quem sabe os espíritos nos ajudarão”, disse Dona Sucuri, e assim foi feito.

 

Acontece que Dona Sucuri viu se aproximar um Jacaré todo envolto em luz. Era um espírito que vinha em seu auxílio.

_ “Minha amiga”,disse ele em voz suave, “tenha confiança, vá socorrer o nosso amigo que Deus as protegerá”.

 

Renovadas, correram as duas em auxílio ao Dr. Coelho que gemia de fazer dó, e assim que as viu pôs-se a gritar impaciente:

_ “Tirem-me daqui! Que moleza, ora pois!”

As duas, humildes, obedeceram e, puxa daqui, puxa dali, lentamente conseguiram liberta-lo.

 

Pensa que o Dr. Coelho agradeceu? Que nada! Apoiou-se no ombro de Dona Coelha que muito sem graça, retirou-se agradecendo.

Dona Sucuri baixou os olhos tristemente e se retirava pensando na ingratidão do Dr. Coelho quando novamente o Jacaré iluminado apareceu, dizendo:

_ “Filhinha, não se importe coma ingratidão, devemos servir sempre. Os que nesta vida ainda não aprenderam a agradecer, em outras vidas terão oportunidade de perceber a beleza da gratidão”.

 

O ORGULHOSO

Numa tarde de outono, uma tabua sentia o toque suave da brisa, enquanto algumas folhas secas caiam-lhe sobre a cabeça. De repente, ouviu uma gargalhada estrondosa. Olhou para o lado e viu uma árvore majestosa, tendo mesmo que se curvar quase que completamente para trás, para poder visualizar-lhe a copa.

- “Como você é alto!” exclamou admirada.

Com voz de trovão, respondeu-lhe o interpelado:

_ “Sou um jequitibá. Sou forte, o rei do bosque! Vê o meu tronco como é grosso?”

_ “Sim”, respondeu a tabua, um pouco receosa. E novamente o trovão voltou a falar-lhe:

_ “Tenho pena de você. Você é tão frágil, um tiziu que pouse em sua haste faz com que se dobre toda.” Nova gargalhada. “O inverno chega esta noite. Vê as nuvens que se formam lá em cima? A tempestade é iminente. Essa provavelmente, é a sua última tarde. Em breve, ficarei livre de companhia tão insignificante”.

 

E a tempestade chegou. O vento soprava tão forte que a tabua fechou os olhos, enquanto sentia a força que a obrigava a tocar o chão. As nuvens carregadas encobriam o céu, e a noite chegara mais cedo.

 

Na manhã seguinte, a tabua abriu os olhos e pode ver os estragos que a tempestade havia feito. Olhou para o lado e... Que surpresa! O jequitibá ali permanecia tombado, com as raízes aparecendo. Seu tronco era rígido demais para se curvar. A tabua olhou-o com pena:

_ “Coitado, era tão orgulhoso!”

  

FÁBULAS

A LEBRE E A TARTARUGA

 Certo dia uma lebre topou com uma tartaruga e, ao ver como ela andava devagar, caiu na risada e fez muita troça.

_ Como você é lenta e desajeitada – disse a lebre. – É tão desengonçada, andando com essa sua concha pesadas, que até admira que consiga chegar a algum lugar.

A tartaruga deteve-se na estrada poeirenta, levantou a cabeça, virou-se para a lebre e sorriu.

_ Então vamos apostar uma corrida – disse ela. – Na hora que você escolher. Aposto dez moedas por dez quilômetros.

A lebre se pôs a dar pulos, toda animada.

_ O quê! Dez moedas? Podemos começar agora mesmo? Só dez quilômetros?

E sem esperar pela resposta da tartaruga, disparou pela estrada.

A tartaruga saiu atrás com toda a lentidão. Sem olhar para trás nem para os lados, foi seguindo a passo firme e regular pela estrada.

 Num instante, a grande velocidade da lebre deu-lhe uma grande dianteira, e ela, rindo consigo, virou-se para ver a que distância se encontrava a tartaruga. Não conseguiu avista-la, e, como estava um pouco cansada e achou que um descanso seria muito agradável, acomodou-se ao lado de uma placa da estrada, para tirar uma soneca.

_ Vou dormir um pouco – disse ela. – Tenho muito tempo, e se a minha vagarosa amiga passar por aqui enquanto eu estiver dormindo, eu acordo, alcanço-a e ainda assim venço a corrida com facilidade.

 A tartaruga, enquanto isso ia avançando, e depois de muito, mas muito tempo, chegou à placa da estrada, embaixo da qual a lebre roncava sonoramente. A tartaruga não parou. Sem hesitar, foi em frente, levando às costas o seu grande casco, rumo ao distante marco de chegada.

 A lebre, muito confiante na própria vitória, dormiu a sono solto ao sol. Quando finalmente acordou, já era quase noite: ela tinha dormido demais! Piscou, pôs-se de pé com um pulo, olhou de um lado e outro e saiu em disparada. Embora corresse mais rápido do que o vento, não conseguiu alcançar a tartaruga. Quando atingiu o marco de chegada, a tartaruga já estava lá. Sorrindo calmamente consigo mesma.

  

O REFORMADOR DO MUNDO

 

Américo Pisca-Pisca tinha o hábito de pôr defeito em todas as coisas. O mundo para ele estava errado e a natureza só fazia asneiras.

_ Asneiras, Américo?

_ Pois então?!... Aqui mesmo, neste pomar, você tem a prova disso. Ali está uma jabuticabeira enorme sustentando frutas pequeninas, e lá adiante vejo colossal abóbora presa ao caule de uma planta rasteira. Não era lógico que fosse justamente o contrário? Se as coisas tivessem que ser reorganizadas por mim, eu trocaria as bolas, passando as jabuticabas para a aboboreira e as abóboras para a jabuticabeira. Não tenho razão?

Assim discorrendo, Américo provou que tudo estava errado e só ele era capaz de dispor com inteligência o mundo.

_ Mas o melhor – concluiu – é não pensar nisto e tirar uma soneca à sombra destas árvores, não acha?

E Pisca-Pisca, pisca-piscando que não acabava mais, estirou-se de papo para cima à sombra da jabuticabeira.

Dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou com o mundo novo, reformado inteirinho pelas suas mãos. Uma beleza!

 De repente, no melhor da festa, plaf! Uma jabuticaba cai do galho e lhe acerta em cheio no nariz.

Américo desperta de um pulo; pisca, pisca; medita sobre o caso e reconhece, afinal, que o mundo não era tão mal feito assim.

E segue para casa refletindo:

Que espiga!... Pois não é que se o mundo fosse arrumado por mim a primeira vítima teria sido eu? Eu, Américo Pisca-Pisca, morto pela abóbora por mim posta no lugar da jabuticaba? Hum! Deixemos de reformas. Fique tudo como está, que está tudo muito bem.

 E Pisca-Pisca continuou a piscar pela vida afora, mas já sem a cisma de corrigir a natureza.

COMO FAZER UM FICHAMENTO

 

l- FAZER A LEITURA GERAL DE TODO O TEXTO ENVOLVIDO, SUBLINHANDO PALAVRAS CUJO SIGNIFICADO NÃO SE TEM CEDRTEZA OU NÃO SE CONHECE.

 

2- CONSULTAR UM DICIONÁRIO E ANOTAR AS DEFINIÇÕES MAIS ADEQUADAS AO CONTEXTO (RELEIA A SENTENÇA DA QUAL A PALAVRA FOI ESTRAÍDA PARA DECIDIR SOBRE ISTO).

 

3- RELER CADA PARÁGRAFO OU TRECHO EM QUE TODAS AS SENTENÇAS TÊM RELAÇÃO MAIS DIRETA.

 

4- SEPARAR A PALAVRA OU PALAVRAS QUE EXPRIMA (M) A IDÉIA CENTRAL DE CADA TRECHO, FAZENDO AS RAMIFICAÇÕES OU CHAVES, PARA MOSTRAR TODOS OS ASPECTOS OU ÂNGULOS ABORDADOS.

 

5- COLOCAR ENTRE PARÊNTESES, ITENS OU LEMBRETES QUE POSSAM SER ÚTEIS DURANTE A EXPLICAÇÃO. ESTES NÃO PRECISAM APARECER NO QUADRO SINÓTICO RESULTANTE DO FICHAMENTO.

 

TIPOS DE QUADROS SINÓTICOS:

                                                                                                       

  

TERRA

-         PLANETA

§         3 REINOS

·        MINERAL

·        VEGETAL

·        ANIMAL

§         2 PLANOS

·        MATERIAL

·        ESPIRITUAL

-         SISTEMA SOLAR

§         ASTRO CENTRAL: SOL

§         ONZE PLANETAS CONHECIDOS ETC.

-         GRAU EVOLUTIVO

§         ETC.

 

  TEXTO PARA PRATICAR FICHAMENTO E FAZER QUADRO SINÓTICO

CORPO ESPIRITUAL

(EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS – ANDRÉ LUÍS – CAP II)

 

            RETRATO DO CORPO MENTAL – Para definirmos de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental (3) que lhe preside a formação.

            Do ponto de vista da constituição e função em que se caracteriza na esfera imediata ao trabalho do homem, após a morte, é o corpo espiritual o veículo físico por excelência, com sua estrutura eletromagnética, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja.

            Todas as alterações que apresenta, depois do estágio berço-túmulo, verificam-se na base da conduta espiritual da criatura que se despede do arcabouço terrestre para continuar a jornada evolutiva nos domínios da experiência.

            Claro está, portanto, que é ele santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta.

 

            CENTROS VITAIS – Estudado no plano em que nos encontramos, na posição de criaturas desencarnadas, o corpo espiritual ou psicossoma é, assim, o veículo físico, relativamente definido pela ciência humana, com os centros vitais que essa mesma ciência, por enquanto, não pode perquirir e reconhecer.

            Nele possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica.

            É assim que, regendo a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, nele identificamos o centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada, nas cintas de aprendizado que lhe corresponde no abrigo planetário.O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito, assim como as peças secundárias de uma usina respondem ao comando da peça-motor de que se serve o tirocínio do homem para concatena-las e dirigi-las.

            Desses centros secundários, entrelaçados no psicossoma, e, conseqüentemente, no corpo físico, por redes plexiformes, destacamos o centro cerebral contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso, em toa a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células efetoras; o centro laríngeo, controlando notadamente a respiração e a fonação; o centro cardíaco, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base; o centro esplênico, determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneo; centro 

 

(3) O corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos, é o envoltório sutil da mente,e que, por agora, não podemos definir com mais amplitude de conceituação, além daquela com que tem sido apresentado pelos pesquisadores encarnados, e isto por falta de terminologia adequada no dicionário terrestre.

-          (Nota do Autor espiritual.)

gástrico, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização, e o centro genésico, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas.

 

            CENTRO CORONÁRIO – Temos particularmente no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas.

            Dele parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.

            A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se automaticamente de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as com seqüências felizes ou infelizes de sua movimentação consciencial no campo do destino.

 

            ESTRUTURA MENTAL DAS CÉLULAS – É importante considerar, todavia, que nós, os desencarnados, na esfera que nos é própria, estudamos, presentemente, a estrutura mental das células, de modo a iniciarmo-nos em aprendizado superior, com mais amplitude de conhecimento, acerca dos fluidos que nos integram o clima de manifestação, todos eles de origem mental, e todos entretecidos na essência da matéria primária, ou Hausto Corpuscular de Deus, de que se compõe a base do Universo Infinito.

 

            CENTROS VITAIS E CÉLULAS – São os centros vitais fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema, pela qual o homem possui no corpo denso, e detemos todos no corpo espiritual em recursos equivalentes, as células que produzem fosfato e carbonato de cálcio para a construção dos ossos, as que se distendem para a recobertura do intestino, as que desempenham complexas funções químicas no fígado, as que se transformam em filtros do sangue na intimidade dos rins e outras tantas que se ocupam do fabrico de substâncias indispensáveis à conservação e defesa da vida nas glândulas, nos tecidos e nos órgãos que nos constituem o cosmo vivo de manifestação.

            Essas células que obedecem às ordens do Espírito, diferenciando-se e adaptando-se às condições por ele criadas, procedem do elemento primitivo, com um, de que todos provimos em laboriosa marcha no decurso dos milênios, desde o seio tépido do oceano, quando as formações protoplásmicas nos lastrearam as manifestações primeiras.

            Tanto quanto a célula individual, a personalizar-se na ameba, ser unicelular que reclama ambiente próprio e nutrição adequada para crescer e reproduzir-se, garantindo a sobrevivência da espécie no oceano em que respira, os bilhões de células que nos servem ao veículo de expressão, agora domesticados, na sua quase totalidade em funções exclusivas, necessitam de substâncias especiais, água, oxigênio e canais de exoneração excretória para se multiplicarem no trabalho específico que nosso espírito lhes traça, encontrando, porém, esse clima, que lhes é indispensável, na estrutura aquosa de nossa constituição fisiopsicossomática, a expressar-se nos líquidos extracelulares, formados pelo líquido intersticial e pelo plasma sanguíneo.

 

            EXTERIORIZAÇÃO DOS CENTROS VITAIS – Observando o corpo espiritual ou psicossoma, desse modo, em nossa rápida síntese, como veículo eletromagnético, qual o próprio corpo físico vulgar, reconheceremos facilmente que, como acontece na exteriorização da sensibilidade dos encarnados, operada pelos magnetizadores comuns, os centros vitais a que nos referimos são também exteriorizáveis, quando a criatura se encontre no campo da encarnação, fenômeno esse a que atendem habitualmente os médicos e enfermeiros desencarnados, durante o sono vulgar, no auxílio a doentes físicos de todas as latitudes da Terra, plasmando renovações e transformações no comportamento celular mediante intervenções no corpo espiritual, segundo a lei do merecimento, recursos esses que se popularizarão na medicina terrestre do grande futuro.

 

            CORPO ESPIRITUAL DEPOIS DA MORTE – Em suma, o psicossoma é ainda corpo de duração variável, seguindo o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas transformações fundamentais, depois da morte carnal, principalmente no centro gástrico, pela diferenciação dos alimentos de que se provê, e no centro genésico, quando há sublimação do amor, na comunhão das almas que se reúnem no matrimônio divino das próprias forças, gerando novas fórmulas de aperfeiçoamento e progresso para o reino do espírito.

            Esse corpo que evolve e se aprimora nas experiências de ação e reação, no plano terrestre e nas regiões espirituais que lhe são fronteiriças, é suscetível de sofrer alterações múltiplas, com alicerces na adinamia proveniente da nossa queda mental no remorso, ou na hiperdinamia imposta pelos delírios da imaginação, a se responsabilizarem por disfunções inúmeras da alma, nascidas do estado de hipo e hipertensão no movimento circulatório das forças que lhe mantém o organismo sutil, e pode também se desgastar, na esfera imediata à esfera física, para nela se refazer, através do renascimento, segundo o  molde mental preexistente, ou ainda restringir-se a fim de se reconstituir de novo, no vaso uterino, para a recapitulação dos ensinamentos e experiências de que se mostre necessitado, de acordo com as falhas da consciência perante a Lei.

            Outros aspectos do psicossoma examinaremos quando as circunstâncias nos induzam a apreciar-lhe o comportamento nas regiões espirituais vizinhas da Terra, dentro das sociedades afins, em que almas se reúnem conforme os ideais e as tarefas nobres que abraçam, ou segundo as culpas dilacerantes ou tendências inferiores em que se sintonizam, geralmente preparando novos eventos, alusivos às necessidades e problemas que lhes são peculiares nos domínios da reencarnação imprescindível.

Última Aula

EXERCÍCIO DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

 

BUSCAI E ACHAREIS

(O Evangelho Segundo o Espiritismo – CAP XXV – ITENS 1,2,3,4  e 5)

 

AJUDA-TE, E O CÉU DE AJUDARÁ

 

1.        Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo o que pede recebe; e o que busca, acha; e a quem bate, abrir-se-á. Ou qual de vós, porventura, é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, por ventura, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Pois se vós outros sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará boas dádivas aos que lhas pedirem (Mateus, VII: 7-11).

 

2. segundo o modo de ver terreno, a máxima: buscai e achareis, é semelhante a esta outra: Ajuda-te, e o céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho, e por conseguinte, da lei do progresso. Porque o progresso é produto do trabalho,  desde que é este que põe em ação as forças da inteligência.

            Na infância da humanidade, o homem só aplica a sua inteligência na procura de alimentos, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos inimigos. Mas Deus lhe deu, a mais do que ao animal, o desejo constante de melhorar, ou seja, essa aspiração do melhor, que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua situação, levando-o às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da ciência, pois é a ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Graças às suas pesquisas, sua inteligência se desenvolve, sua moral se depura. As necessidades do corpo sucedem as necessidades do espírito; após o alimento material, ele necessita do alimento espiritual. É assim que o homem passa da selvageria à civilização.

            Mas o progresso que cada homem realiza individualmente, durante a vida terrena, é coisa insignificante, e num grande número deles, até mesmo imperceptível. Como, então, a Humanidade poderia progredir, sem a preexistência e a reexistência da alma? Se as almas deixassem a terra todos os dias, para não mais voltar, a humanidade se renovaria sem cessar com as entidades primitivas, que teriam tudo a fazer e tudo a aprender. Não haveria razão, portanto,para que o homem de hoje fosse mais adiantado que o dos primeiros tempos do mundo, pois que para cada nascimento o trabalho intelectual teria de recomeçar. A alma voltando, ao contrário, com o seu progresso já realizado, e adquirindo de cada vez alguma experiência a mais, vai assim passando gradualmente da barbárie à civilização material, e desta à civilização moral (ver. Cap. IV, nº. 17)

 

3.Se Deus tivesse liberado o homem do trabalho físico, seus membros seriam atrofiados; se o livrasse do trabalho intelectual, seu espírito permaneceria na infância, nas condições instintivas do animal. Eis por que ele fez do trabalho uma necessidade, e lhe disse: Busca e acharás; trabalha e produzirás; e dessa maneira sras filho das tuas obras,terás o mérito da sua realização, e serás recompensado segundo o que tiveres feito.

 

4. É em virtude da aplicação desse princípio que os Espíritos não vêm poupar ao homem o seu trabalho de pesquisar, trazendo-lhe descobertas e invenções já feitas e prontas para a utilização, de maneira a só ter que toma-las nas mãos, sem sequer o incômodo de um pequeno esforço, nem mesmo de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se e o mais ignorante tornar-se sábio, ambos sem nenhum esforço, e atribuindo-se o mérito do que não haviam feito. Não, os espíritos não vêm livrar o homem da lei do trabalho, mas mostrar-lhe o alvo que deve atingir e a rota que o leva a ele, dizendo: Marcha e o atingirás! Encontrarás pedras nos teus passos; mantém-te vigilante, e afasta-as por ti mesmo! Nós te daremos a força necessária, se quiseres emprega-la. (Ver Livro dos Médiuns,CAP XXVI, nº.291 e seguintes).

 

5. Segundo a compreensão moral, essas palavras de Jesus significam o seguinte: Pedi a luz que deve clarear o vosso caminho, e ela vos será dada; pedi a força de resistir ao mal, e a tereis; pedi a assistência dos Bons Espíritos, e eles virão ajudar-vos, e como o anjo de Tobias, vos servirão de guias; pedi bons conselhos, e jamais vos serão recusados; batei `a nossa porta e ela vos será aberta; mas pedi sinceramente, com fé, fervor e confiança; apresentai-vos com humildade e não com arrogância, sem o que sereis abandonados às vossas próprias forças, e as próprias quedas que sofrerdes constituirão a punição do vosso orgulho.

      É esse o sentido dessas palavras do Cristo: Buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á.

 

PARA USO DO APLICADOR:

 

Atividade(s) proposta(s) para o item:

 

-         Adequação de Métodos de Ensino e Planejamento de aulas:

o       Preparação de uma aula completa (em grupo ou individual)

o       Apresentação de aulas para análise do grupo geral (leitura do planejamento e/ou vivência)

-         Recursos didáticos:

Vivência de

§         Música para crianças e para adultos

§         Trabalhos manuais

§         Pintura e desenho

§         Jogos e/ou exercícios físicos com música

-         Literatura infantil:

o       Análise de textos (prós e contras, idade)

§         Sugeridos: “Dona Sucuri” e o “O orgulhoso”

o       Narração ou leitura de fábulas (para análise)

§         Sugeridas: “A lebre e a tartaruga” e o “Reformador do mundo”

-         Como fazer um fichamento:

o       Fichamento de um texto (individual ou em grupo)

§         Sugerido: “Corpo espiritual” (cap II do livro Evolução em dois mundos – de André Luís)

o       Corrigir os fichamentos (trazer numa próxima sessão), apresentar uma sugestão de fichamento pronta para o texto em questão.

-         Evangelização:

o       Leitura e interpretação de um texto do Evangelho.(no grupo geral)

§         Sugerido: Cap XXV Buscai e Achareis – itens 1,2,3,4 e 5 (Ajuda-te e o céu de ajudará)

o       Exposição de um ou mais textos do Evangelho por um ou mais participantes (preparado em casa, estabelecido em sessão anterior e/ou aleatória)

 

MATERIAL ELABORADO TENDO COMO BASE:

 

v     EXPERIÊNCIAS COLHIDAS EM MOGI DAS CRUZES E REGIÃO

v     APOSTILA DA USE ELABORADA PARA O TREINAMENTO DE EVANGELIZADORES DA INFÂNCIA,REALIZADO EM SÃO PAULO – CAPITAL EM 1980

v     APOSTILA DO ENCONTRO ESTADUAL DE EVANGELIZADORES DA INFÂNCIA, REALIZADO DE 16 A 17 DE SETEMBRO DE 2000, EM PRESIDENTE PRUDENTE – SP.

 

Colaboração - Rosa Maria Barbosa - USE Intermunicipal de Mogi das Cruzes

 

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