QUEM É VIVO, SEMPRE APARECE!


Respondo às indagações dum pastor batista à profrª de direito da FUMEC, Eden Mattar, e repassadas a mim, aos quais agradeço.

Identificar os espíritos não é fácil (Kardec, "O que É o Espiritismo", pág. 183, FEB, 36a edição). O "O Livro dos Méduns", de Kardec, vai fundo no assunto. Também a Bíblia adverte-nos sobre isso. João nos manda examinar os espíritos, para sabermos se são bons ou maus (1 João 4,1). E São Paulo fala de pessoas com o dom de discernir espíritos (1 Coríntios 12,10). Não é, pois, só o Espírito Santo (Deus) o espírito bom que se manifesta, mas há também outros espíritos bons ou demônios bons que se manifestam, como há os médios e os maus. E, se Deus permitisse que apenas espíritos maus se comunicassem conosco, estaria acontecendo um absurdo, pois seria como se Ele estivesse mancomunado com os espíritos maus para azucrinarem a nossa vida. Mas até autores bíblicos confundiram Javé com satanás: "Javé se inflama contra Israel e excita Davi a fazer o censo de Israel" (2 Samuel 24,1). "Satanás se inflama contra Israel e excita Davi a fazer o censo de Israel" (1 Crônicas 21,1). Deve-se estudar a mediunidade (dom espiritual), no mínimo, uns 5 anos. E é difícil para quem não tem nível universitário. Os espíritos são brincalhões,  maus (atrasados), médios (a maioria como nós), bons, angélicos e puros. E não confundamos carroceiro com roceiro! Demônios ("daimones") são espíritos humanos. E eles tomaram o sentido de apenas demônios maus, porque só se tiram demônios maus das pessoas, já que os bons não as perturbam.

Quanto ao homem que morre não ter conhecimento (Eclesiastes 9,5), seu autor deve ter sido saduceu (materialista), quando o escreveu, ou ele se referiu ao cadáver (Eclesiastes, 3,20). E o ensino de Jó: "Aquele que desce à sepultura jamais se levantará", alude também ao corpo. E, se Moisés (Deuteronômio 18), proíbe a comunicação com os espíritos dos mortos (não os diabos), é porque ela existe mesmo. Aliás, Samuel, depois de morto, comunicou-se com Saul através da médium de En-dor (1 Samuel 28,15) e até profetizou  (Sirácida 46,20). Também a parábola do rico avarento e do pobre Lázaro mostra-nos que os espíritos sabem, sim, das coisas. E o próprio Mestre disse: "Deus não é Deus de mortos, mas de vivos" (Mateus 22,32). E quem é vivo, sempre aparece!


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