A Pretensão da Humanidade.



Ao observar a noite estrelada durante séculos, à humanidade pôde comprovar o obvio, que o seu mundo não é o único, que além dele, existem milhares. Durante esses séculos, o homem pôde usar vários instrumentos óticos, que foram sendo aperfeiçoados com o passar dos anos e graças a tais instrumentos, constatou que não apenas haviam outros mundos, como também outros sóis (estrelas). Após constatar que havia um universo, que nesse universo havia galáxias que nessas galáxias havia sistemas planetários, mesmo assim, o homem consegue conceber a idéia de que em toda essa complexa arquitetura cósmica, apenas e tão somente em seu minúsculo planeta azulado ocorreu o “milagre da vida”.


  É fato conhecido de todos, que a humanidade recorre aos chamados sábios sempre que há um problema considerado de difícil solução, ou seja, muitos são reféns do conhecimento de um individuo, às vezes, de um grupo de indivíduos. Tem sido assim desde os primórdios das civilizações, a principio com os sacerdotes, que alegando estarem cumprindo as ordens dos deuses, infringiam verdadeiros suplícios aos povos sob sua tutela, o que era aceito por esse mesmo povo, que levados por uma “fé” totalmente cega, não admitiam jamais que esses verdadeiros “eleitos” fossem contrariados, e quando isso ocorria, pobre diabo, caso fosse um só individuo a discordar, era queimado, enforcado, ou era usada outra forma de “purificação” para a alma desse tremendo ignorante.


  Caso fosse um grupo de indivíduos, em especial uma outra cidade ou um outro povo, ai tinha que haver a guerra.  Os governantes vinham a seguir na hierarquia mandatária, sim, pois sem as bênçãos dos sacerdotes, não havia governo, claro, mandavam e desmandavam, mas diante dos “representantes divinos”, sempre abaixaram a cabeça. A união religião-estado sempre ditou as regras das diversas sociedades do planeta Terra. Decidia-se tudo, o que comer, o que vestir, o que era licito, enfim, o que era bom ou não. Ter idéias então, nem pensar. Nossos famosos cientistas sentiram na pele (sem trocadilho) o peso da intolerância, isto é, os que se atreveram a expor suas idéias ou descobertas. As fogueiras queimavam tudo o que era ruim, pecaminoso, contrario as leis de Deus, não entendendo então o por que de eles mesmos        (os sacerdotes) não terem se atirado nessas fogueiras, já que séculos antes, o representante maior de Deus na Terra, perdoara uma mulher considerada pecadora, por seus atos, considerados mundanos, e impediu que os seus pretensiosos algozes a castigassem, fazendo-os ver que também eram culpados.


Por séculos, a humanidade viu-se obrigada a acreditar nos maiores absurdos que eram tidos como verdades absolutas. Se não vejamos: mulheres que engravidassem após serem estupradas deveriam ser queimadas na fogueira, pois era certo que só se engravidava quando a mulher chegava ao orgasmo, assim sendo, ficava configurado que a mesma havia consentido o ato sexual, portanto, fogo na pecadora! Ser canhoto era ser amaldiçoado, pois se tratava de um partidário do demônio, portanto, fogo no canhoto! O epilético ao ser acometido das crises que levam o coitado a debater-se pelo chão, estava possuído pelo “coisa ruim”, destino..., e por ai vai.


Felizmente, nossos bravos cientistas, persistiram tanto em provar que suas descobertas nada tinham a ver com a paranóia chamada demônio, que com o tempo pararam de virar churrasco. Usando seus cérebros privilegiados para com muito “jogo de cintura” escaparem da fiscalização rigorosa do clero e dos governos. Atualmente, os segmentos religiosos já não queimam nas fogueiras os que pensam diferente, não literalmente, mas de certo modo, agem na mente de seus devotos de uma forma tão agressiva em relação a esses “contrários”, que às vezes seria preferível enfrentar a fogueira física. Os chamados devotos ou fieis dos tempos atuais por incrível que pareça, ainda agem e “pensam” como a séculos atrás, ou seja, o que o sacerdote diz e afirma como sendo verdade, passa a ser lei, ninguém discute, ninguém pondera; quem se atreve a discordar é expulso da igreja.


A tecnologia avançou de uma forma tão acelerada no decorrer do século vinte, que chegou a assustar os mais conservadores defensores das tradições religiosas, alguns, chegando a ponto de se isolarem em comunidades fechadas onde não é usado nenhum tipo de máquina como: automóveis, televisão, radio, e tão pouco, a eletricidade. Quem visita essas comunidades, tem a impressão de ter entrado em uma máquina do tempo e voltado ao passado. Tudo bem que em certos casos, a tecnologia tem prejudicado a natureza, poluindo o meio-ambiente, mas é certo também que já se tornou difícil deixa-la de lado, principalmente no que se refere às comunicações, transportes e medicina. Claro, é possível viver sem as comodidades que a tecnologia oferece, mas se há de convir, que fica complicado, afinal, ela  (a tecnologia) está presente em nossas vidas, mesmo que não percebamos, ou seja, já não é mais possível ignorar, deixar de lado.
Será que se esses cientistas ou pensadores que viraram churrasco, não tivessem tido esse trágico destino, se tivessem tido a oportunidade de exporem suas idéias com possibilidades de coloca-las em prática, materializando-as em grandes invenções, já não estaríamos bem mais evoluídos tecnologicamente? Quem sabe até mesmo viajando pelas estrelas, como nos livros e filmes de historias futuristas. Infelizmente, essa possibilidade, nos foi tirada de uma forma violenta e arbitraria por pessoas que tiveram o privilegio de ter acesso ao conhecimento, que em uma demonstração de egoísmo, decidiram que o povo não deveria sair da ignorância.


A tecnologia “explodiu” em um período tão curto de tempo por uma razão muito simples: a curiosidade humana, esse combustível admirável que tem movido os pensadores e cientistas durante os séculos, e que ninguém, nem mesmo os mais terríveis repressores conseguiram extinguir. E o que seria essa vontade de saber mais e mais? De decifrar o desconhecido? E o que é afinal o desconhecido? É tudo aquilo pelo qual ninguém se interessou em conhecer, por medo talvez, medo de que o seu interesse possa desencadear sobre si uma enxurrada de criticas destrutivas, de ser ofendido no que se refere à sanidade mental, de ter sobre si a duvida sobre a sua crença em Deus, o mesmo Deus que lhe deu um cérebro diferente dos demais animais, para que raciocinasse, e não apenas para preencher um determinado espaço na cabeça, como se fosse um enfeite.
Deus é infinitamente soberano e justo, a inteligência suprema, infalível, portanto, raciocine, por que ele lhe daria uma maquina fabulosa, com impulsos elétricos, que funciona vinte e quatro horas por dia, que lhe faz ter idéias, sonhos, que lhe permite discernir, amar, odiar, ficar triste, alegre, aprender, enfim, será que tudo isso não significa nada? Será que se Deus quisesse que só um pensasse, ele não teria dado o cérebro para somente essa pessoa? Que tal usar mais o seu cérebro e não permitir que o usem por você.
Afinal, o que tudo isso tem a ver com acreditar ou não em vidas em outros planetas? É só raciocinar em cima de tudo o que foi dito nessas breves linhas. Será que é você que não acredita, ou é por que lhe disseram para não acreditar? Vamos! Raciocine! Não é difícil...


<-Voltar