O CATOLICISMO PREGAVA A REENCARNAÇÃO

 

 

 

José Medrado

 

 

         A reencarnação sempre foi proclamada pelas culturas religiosas orientais, mesmo antes do Cristianismo. O próprio Cristo falava abertamente da reencarnação, consoante se vê, por exemplo, em Mateus 11:14 . Infelizmente, de um modo geral, sempre a verdade, principalmente a religiosa, esteve submetida a caprichos e interesses humanos, muitos destes justificados pela vaidade ou  pelo jogo político de poder.

Assim, Teodora, esposa do imperador Justiniano, escravocrata desumana e muito preconceituosa, temia que pudesse reencarnar como negra e escrava, por isso pressiona o papa Virgílio, que ascendera ao pontificado pela intervenção do general Belisário, a fim de que fosse excluído o princípio da reencarnação no Catolicismo. 

Era, então, meado do século VI, no ano de 553, quando o segundo Concílio de Constantinopla, atual Istambul, na Turquia, em decisão política, para agradar o Império Bizantino, resolveu abolir tal certeza, cientificamente justificada, substituindo-a pela palavra ressurreição, que ataca toda ordem natural do processo da vida neste planeta.

A Igreja de Roma rejeita todo o pensamento de Orígenes de Alexandria, um dos maiores teólogos de todos os tempos, e execra nessa assembléia dos bispos o princípio da reencarnação.

O diário oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, tem no Padre Gino Concetti um dos seus mais ilustres comentaristas, que em novembro de 1996, no Jornal Ansa, da Itália, afirmou em entrevista: “Segundo o catecismo moderno, Deus permite aos nossos caros defuntos, que vivem na dimensão ultraterrestre, enviar mensagens para nos guiar em certos momentos de nossa vida. Após as novas descobertas no domínio da psicologia sobre o paranormal a Igreja decidiu não mais proibir as experiências do diálogo com os trespassados, na condição de que elas sejam levadas com uma finalidade séria, religiosa, científica.”.

No programa Fantástico, da rede Globo, de 28 de outubro de 2001 em entrevista a Ilze Scamparini, quando questionado: “ O que o Senhor Pensa sobre o Espiritismo? O Padre Concetti responde: “O Espiritismo existe. Há sinais na Bíblia, na Sagrada Escritura, no Antigo Testamento. Mas, não é do modo fácil como as pessoas acreditam. Nós não podemos chamar o Espírito de Michelangelo ou de Raphael. Mas como existem provas nas Sagradas Escrituras, não se pode negar que existe essa possibilidade de comunicação.”

Não suficiente, reproduzo o que o papa João Paulo II disse na Basílica de São Pedro, para uma audiência de mais de vinte mil pessoas, em 2 de novembro de 1983: “O diálogo com os mortos não ser interrompido, pois na verdade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo.”.

Ora, meu amigos leitores, o que em verdade existe e sempre existirá é a deliberada ação de enganar, entorpecer conhecimentos que uma minoria de ditos religiosos enceta, pois o seu orgulho, a sua vaidade jamais farão eles abrirem mãos dos seus equívocos ou interesses inconfessáveis para se renderem às evidências dos fatos, da verdade.

   


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