Meu filho é Espírita

Quantos pais se encontram entre os oradores da doutrina, e a cada oportunidade, voltam as suas atenções às platéias, e a eles falam sobre o Evangelho de Cristo e a Doutrina dos Espíritos. Com suas doces vozes enchem de esperanças e consolações os corações daqueles que os ouvem.

Ao chegarem em casa, encontram seus filhos, e a eles contam coisas sobre trabalho, política, esporte, ensino escolar, e outros temas que não os comentados nas palestras. Brincam das mais diversas formas, mas sequer ensina-os a orar.

É chegado o dia da evangelização, mas o almoço, o futebol, a corrida de carros ou até mesmo o sono é mais relevante que as aulas. O Evangelho no Lar se torna a única forma de estudo da doutrina realizado pela criança, que muitas vezes não compreende ou não há interesse em compreender,já que a criança não possui um envolvimento maior na doutrina. Chegam os problemas de obsessão, doenças físicas entre outros fatores que levam os pais a procurar "tratamentos" para seus filhos no Centro Espírita. Durante os "tratamentos", são encaminhados ao Departamento de Infância e Juventude, e novamente a negligência com a afirmação: -Para que ir as aulas de evangelização? MEU FILHO É ESPÍRITA e ensino tudo que ele precisa saber.

A criança cresce e torna-se adolescente, e pela Doutrina tem o mesmo interesse que foi lhe passado quando criança. Aparecem as dificuldades pertinentes a adolescência, e os pais, que são trabalhadores da doutrina, enchem os filhos de livros e sermões que sequer contem a palavra "Jesus".

O adolescente torna-se adulto, e carrega consigo uma bagagem de traumas, medos e frustrações, e que agora é acrescida da rispidez da vida, e como último socorro procuram a doutrina que um dia lhes foi comentada durante os minutos em que era feito o Evangelho no Lar. E agora os pais felizes afirmam: -Observem, MEU FILHO É ESPÍRITA.


Gabriel Peixoto de Oliveira
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