JESUS – O MÉDICO DAS ALMAS

 

Vindicar iméritos direitos, reclamando sem qualquer reflexão, traz ao desavisado queixumeiro resultados sombrios que, invariavelmente, anuviam, ainda mais, a visão distorcida da realidade clara e insofismável que diz: a colheita se realiza em relação ao que se plantou, já que não se pode colher uvas do espinheiro.

Dessa forma, frente às vicissitudes da vida, cala a palavra impensada e recorda que depende de ti, nos desafios diários, mostrar a tua fé em ti (fé humana), que é emanada da fé em Deus (fé divina) e aproveita a oportunidade de aprendizado que a vida te oferta para, através dos pensamentos, palavras e atos, demonstrar que não necessitas mais repetir essa lição.

Passa pela prova sabendo que estás sendo examinado pelas pessoas, e pelo Alto, e procura te sair bem, demonstrando paciência e tolerância, já que todos somos, ainda, imperfeitos e necessitados da paciência e tolerância de Deus.

Essa atitude reflete o aprendizado da lição do Divino Mestre, que nos pede, diariamente, para sermos indulgentes para com o próximo, a quem devemos amar, como a nós mesmos.

As dores existem em todos os pontos do orbe, que é um planeta de provas e expiação e todos os que se encontram neste educandário estão em aprendizado constante e sofrem em razão da grande imperfeição que ainda caracteriza os espíritos que estagiam neste planeta.

Os obstáculos e as dores, em verdade, são provas que se prestam para atestar a nossa renovação, de conformidade com o que exemplificou Nosso Senhor Jesus Cristo, cabendo só a nós, pelo esforço sincero e individual, diário e constante, obter o resultado esperado, avançando os degraus da escada da evolução, lei imutável do Criador.

Ninguém está livre das aflições, que são as colheitas de plantações equivocadas e que foram realizadas, por nós mesmos, nesta, ou em anteriores encarnações.

Sabedor de que todos sofrem, tenham nascido na palha, ou no trono, é que o Divino Médico das almas, Jesus Cristo, nos chamou para Si, prometendo-nos aliviar nossos espíritos, dizendo: "Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo. (S. MATEUS, capítulo XI, vv. 28 a 30.)

Nestes tempos difíceis, merece especial atenção o chamamento do Divino Mestre Jesus, que não promete outra coisa senão o alívio, o refrigério para a alma para que esta possa carregar a sua cruz, no sentido de suportar, resignando-se, as dores e obstáculos.

O jugo de Jesus Cristo é suave, pois se traduz no cumprimento das leis de Justiça, Amor e Caridade que emanam de Deus, e seu fardo é leve porque resulta do amor que o Mestre Jesus tem por toda a humanidade.

De outro lado, as reclamações irrefletidas fazem dobrar os obstáculos enfraquecendo o espírito que tenta, de todas as maneiras, se livrar do remédio amargo que irá curar as chagas de seu espírito.

Esse remédio amargo, de que necessitamos, é, quase sempre, a dor que redireciona o viajor em desalinho, fazendo-o retornar ao caminho da Verdade que é Jesus.

Não nos olvidemos, também, do que disse o Mestre Divino: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém chega ao Pai senão através de mim, indicando que ninguém conseguirá evoluir espiritualmente se não se dispuser, com sinceridade de coração, a seguir os ensinamentos de Jesus, arrostando as dores e dificuldades com a calma que a fé raciocinada nos proporciona, sabendo que a Justiça de Deus, nosso Pai Misericordioso, é absoluta, inexistindo sofrimentos eternos.

Destarte, procuremos em Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, o alívio para as nossas almas atormentadas pelas transitórias necessidades deste mundo, ainda de provas e expiação, e, certamente, encontraremos Nele, Nosso Amado e Divino Mestre, as forças necessárias para carregarmos cada qual a sua cruz.

Que a Paz do Divino Médico das Almas, Jesus Cristo, nos felicite a todos.

César Luiz de Almeida

Grupo Espírita Fraternidade de Mogi das Cruzes

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