Firma Reconhecida no Além 

Dá para você perguntar aos espíritos sobre meu problema?

Imaginam, os que desconhecem o Espiritismo, que os Centros Espíritas são verdadeiros Consultórios do Além. Mas exatamente por desconheceram, é que essas atitudes são desculpáveis nas pessoas que não são espíritas. Afinal, elas não sabem que os espíritos são exatamente iguais ao que eram quando encarnados e que a morte não santifica ninguém. Eles levam consigo para o mundo espiritual, todas as suas conquistas morais e intelectuais, bem como os vícios e defeitos de que ainda não conseguiram se libertar.

Este fato, por si só, indica que os espíritos se apresentam de acordo com a moral e capacidade intelectual que possuem. Eles não estão aqui para satisfazer nossas curiosidades ou resolver problemas materiais. Aconselham, sugerem, mas evitam fornecer informações de cunho material. Somente respondem a estas questões, os espíritos ignorantes, brincalhões, etc.

Mas e quando se trata de espíritas? Aí é indesculpável! Se quiserem transformar as reuniões mediúnicas em reuniões de consultas, como aos antigos oráculos, estarão assinando, com firma reconhecida pelo Além, um atestado de ignorância sobre a nossa maravilhosa Doutrina dos Espíritos!

E a coisa se complica ainda mais, quando o médium espírita, (sabemos que existem médiuns não-espíritas) usa a sua faculdade mediúnica, para projetar-se no meio que freqüenta ou pasmem, para ganhar dinheiro! Os que assim agem, não são espíritas e fazem-no por ignorância ou por terem invertido a sua escala de valores.

Será que tais “mercadores fluídicos”, sabem que os médiuns são pessoas comuns, apenas dotados da faculdade de intercâmbio com o mundo espiritual? Que a sua mediunidade é uma ferramenta de trabalho para o bem da coletividade? E que na maioria dos casos, sua faculdade é dádiva divina para lhe proporcionar agilizar o resgate das suas dívidas morais e/ou espirituais, registradas na contabilidade divina? Ou esqueceram ou não sabem do “orai e vigiai”?

Há pessoas que procuram na religião, a satisfação puramente material. Procuram o Centro Espírita, movidas pelo único desejo de obter benefícios imediatos, como curas, enriquecimento sem esforço, conquistas amorosas, passar no vestibular, conseguir um emprego, anular um inimigo, etc. E algumas seitas religiosas pregam isso abertamente, convidando os que querem deixar para traz a infelicidade, o fracasso, a se unirem a elas, desde que estejam dispostos a pagar! Chegam até a benzer os depósitos bancários feitos em nome delas!

Mas nós sabemos que a finalidade maior do Espiritismo não é arranjar a vida material das pessoas. Ora, se sabemos que os espíritos superiores, não são serviçais à nossa disposição para nossos interesses mundanos então, o que procurar no Espiritismo?

É comum ao homem, o desejo de se ver livre das dores, angústias e dificuldades. É comum procurarem meios mais ou menos mágicos para resolver seus problemas. No Espiritismo não poderia ser diferente. Quase sempre, aqueles que se decepcionam com a Doutrina Espírita e a abandonam, são os que queriam soluções mágicas, rápidas e sem muito trabalho!

Muitas vezes a dor, o difícil problema, é o chamamento para uma nova postura. O fato de sermos espíritas e/ou médiuns, não nos dá privilégios, e sim responsabilidades. Não ofereçamos aos que nos procuram em nossa Casa Espírita, o que o Espiritismo não pode nem tem para dar!

Precisamos divulgar com todas as letras, que os espíritos não fazem pelo homem, aquilo que ao homem compete fazer. Precisamos conscientizar a todos, que nós somos os construtores dos nossos destinos!

Assim, sejamos bons engenheiros e tenhamos a coragem de assumir a responsabilidade pela nossa boa ou má construção. Reforcemos os alicerces morais das nossas obras, para termos certeza que os vendavais de vaidade, os ciclones de inveja, os furacões de exibicionismos pessoais, os tufões de orgulho e os terremotos de egoísmo, não irão abalar as estruturas de um espírita que tenha como pilares fundamentais, o amor, a caridade e o perdão.


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