SOMOS OS CHAMADOS OU OS ESCOLHIDOS?

 

                                      Movidos pela premente necessidade de evoluir batemos à porta da Doutrina Espírita, a fim de buscar o lenitivo para nossas enfermidades físicas, pois é no corpo  que os sofrimentos da alma deságuam.

                                      Assistidos sob as mais variadas formas, pela generosa bondade  dos nossos irmãos e amigos espirituais, recebemos as mensagens  de esclarecimento vindas em profusão   como remédios salutares, capazes de amenizar os nossos sofrimentos, sob os mais variados matizes.

                                      Os recursos do passe, da água fluídica e da oração, foram as bênçãos que se fizeram  presentes em nosso benefício, todavia, na hora de absorver as lições de amor ministradas a todo momento, aplicando-as aos companheiros da estrada, sentimo-nos frágeis, sem coragem para dominar a dor resultante das  imperfeições  enraizadas em nossa mente e que nos fazem chorar.

                                      Fomos chamados sim, pelas lágrimas, dúvidas e incertezas a limpar de nossas almas aqueles detritos morais e espirituais, que interceptam os nossos passos em busca da paz e da harmonia, mas ao invés dessa limpeza, preferimos  continuar alimentando dentro de nós aquele lixo mental do orgulho, do  egoísmo e da  vaidade e outros tantos sentimentos mesquinhos,  que tantos males nos têm causado e  que deles não queremos nos distanciar.

                                      Fomos chamados para a Doutrina Espírita desejosos que ela opere em nós o milagre da transformação, sem, contudo, querermos fazer o trabalho de nossa renovação, insistindo hoje em continuarmos com aquelas mesmas imperfeições de ontem. E com isto  continuamos sofrendo, pois somos donos de nossa vida, arquitetos, protagonistas do nosso próprio destino.

                                      A Doutrina Espírita é a bússola a nos nortear em direção às conquistas felizes, porém, o trabalho renovador  tem que ser  feito por cada um de nós.

                                      Enquanto essa  metamorfose não ocorre nas profundezas de nossa alma estamos no Espiritismo mas ainda não somos Espíritas porque se reconhece o Espírita pela sua transformação moral e pelo esforço que realiza no sentido de modificar as suas más tendências, suas inclinações, como nos ensina Allan Kardec,e em conseqüência vamos encontrar o Divino Mestre falando para nós:  Todos são  chamados, mas poucos o escolhidos.

                                      Analisemo-nos e respondamos o que nós somos.

 

                                                                                                           GUIDO MARCELO


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