Deuteronômio – lei divina ou mosaica?

o Senhor escreveu nas tábuas, ... os dez mandamentos,... e pus as tábuas na arca ... como o Senhor me ordenou. (Dt 10,2-5)

Também o Senhor me ordenou ao mesmo tempo que vos ensinasse estatutos e preceitos, para que os cumprísseis... (Dt 4,13-14)

... tendo Moisés acabado de escrever num livro todas as palavras desta lei, deu ordem... ponde-o ao lado da arca do pacto do Senhor... (Dt 31,24-26)

 

Introdução

Como sempre usam desse livro bíblico para condenar o Espiritismo, afirmando que a evocação dos mortos é proibida por Deus, resolvemos, por agora, desenvolver uma análise para saber até onde assiste a razão aos que assim pensam.

Pouco tempo atrás um bispo católico apresentou nosso livro A Bíblia à Moda da Casa aos fiéis, durante uma missa em que era o celebrante, dizendo: "A pessoa que o escreveu é muito inteligente, mas esse livro só podia ser de um espírita". Não poucas vezes ouvimos essa mesma cantilena. Entretanto, não ficamos chateados com isso, pois estamos certos de que realmente só poderia mesmo vir de um espírita, pois ao espírita é dito para não aceitar as coisas passivamente, que deve questionar tudo, uma vez que os que não agem assim são encabrestados pelos que se julgam donos de um determinado conhecimento.

O sr. bispo recomendou às suas ovelhas que não lessem o tal livro. Engraçado, como são as coisas, pois para nós quando nos proíbem de ler alguma coisa é porque não estão tão certos da verdade que acreditam proteger, porquanto, quem tem certeza de sua verdade não teme absolutamente nada, nem mesmo os pensamentos contrários.

Como nós estamos constantemente em busca da verdade, não tememos ler nenhum livro ou artigo que seja contrário ao que achamos por certo, pois se os argumentos colocados nos convencerem de que a verdade está ali, abandonamos nosso pensamento anterior sem qualquer tipo de constrangimento: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (Jo 8,32)

Deuteronômio: lei divina ou lei de Moisés?

É no livro Deuteronômio que buscam a base para a condenação do Espiritismo. Nós procuraremos demonstrar que são completamente incoerentes nessa assertiva, uma vez que, além de confundirem o objeto da proibição, nem eles mesmos fazem questão de cumpri-lo, usando, portanto, de dois pesos e duas medidas.

Primeiramente é importante saber o que significa Deuteronômio:

"O título grego do livro significa segunda lei ou cópia da lei: lei, porque o livro tem muito de código legal; segunda, porque outra a precedeu. Os judeus o chamavam debarim, ou seja, palavras: porque o livro, até o final do capítulo 33, é um longo discurso de Moisés. Um discurso no qual cabem muitas coisas. Se nos limitarmos a indicações programáticas, apontaríamos: começa o retrospectivo (1,1); começa a legislação (4,44); começa a aliança (28,69); começam as bênçãos (33,1)". (Bíblia do Peregrino, p. 292)

O que contém:

"O Código deuteronômico contém também prescrições alheias ao Código da Aliança e por vezes arcaicas, que provêm de fontes desconhecidas". (Bíblia de Jerusalém, p. 30)

"Antes de morrer, Moisés dá início ao assentamento das tribos. Promulga um código que prevê e decide as situações mais importantes da comunidade: monarquia, sacerdócio, profetismo, culto, justiça social, guerra e paz, família, escravidão e sociedade, direito civil, processual e penal". (Bíblia o Peregrino, p. 292).

"12,1-26,19. A Lei deuteronômica contém leis que se referem aos vários aspectos da vida nacional, como leis sociais, cultuais e criminais". (Vozes, p. 211).

"O livro não é uma simples repetição da legislação contida nos livros precedentes, mas além de leis novas, oferece complementos, esclarecimentos e modificações às primeiras. É, de certo modo, uma segunda lei, promulgada no fim da longa peregrinação dos israelitas, paralela à lei dada no Sinai e destinada a regular mais de perto a vida do povo escolhido, no solo da Terra Prometida à qual eles estavam para chegar e dela tomar posse definitiva". (Paulinas, p. 183).

Qual é a sua verdadeira origem:

"O Decálogo, dentro da Aliança, é a única Lei que provém diretamente de Deus; tudo o mais vem de Moisés" (Santuário, p. 242).

Quem quiser pode confirmar, que várias prescrições contidas nele podem ser encontradas no Código de Hamurabi, escrito cerca de 1780 antes de nossa era:

"A lei sobre os escravos já aparece no Código da Aliança (Ex 21,1-5), como aparece também no Código de Hamurabi (art. 117), mas é fácil ver-se a grande diferença com a escravatura greco-romana". (Santuário, p. 255).

"A lei de talião assenta-se em instituições sedentárias (Ex 21,24; Lv 24,19), contra os costumes nômades baseados nas represálias (Gn 4,15-24). O equilíbrio dos clãs exigia a lei de talião, em que o culpado é posto no lugar de sua vítima, existente no Código de Hamurabi (195, 197, 200, 210, 230)". (Santuário, p. 260).

"O código de Hamurabi (par. 129) é mais benigno para estes casos que a lei de Israel". (Santuário, p. 264).

Entendemos que se esse livro, o Deuteronômio, fosse mesmo de origem divina, os que têm a Bíblia como fundamento de sua religião, não deixariam de segui-lo. Entretanto, não é o que observamos, já que, entre várias outras coisas, não cumprem:

Dt 21,15-16: Se um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem aborrece, e uma e outra lhe derem filhos, e o primogênito for da aborrecida, no dia em que fizer herdar a seus filhos aquilo que possuir, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filho da aborrecida, que é o primogênito.

Dt 21,18-21:Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedece à voz de seu pai e à de sua mãe, e, ainda castigado, não lhes dá ouvidos, pegarão nele seu pai e sua mãe e o levarão aos anciãos da cidade, à sua porta, e lhes dirão: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz: é dissoluto e beberrão. Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; assim eliminarás o mal do meio de ti: todo o Israel ouvirá e temerá.

Dt 22,10: Não lavrarás com junta de boi e jumento.

Dt 22,23-24: Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, então trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo; assim eliminarás o mal do meio de ti.

Dt 23,1: Aquele a quem forem trilhados os testículos, ou cortado o membro viril, não entrará na assembléia do Senhor.

Dt 23,2: Nenhum bastardo entrará na assembléia do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará nela.

Dt 23,13: Dentre as tuas armas terás um pau; e quando te abaixares fora, cavarás com ele, e, volvendo-te, cobrirás o que defecaste.

Dt 25,5: Se irmãos morarem juntos, e um deles morrer, sem filhos, então a mulher do que morreu não se casará com outro estranho, fora da família; seu cunhado a tomará e a receberá por mulher, e exercerá para com ela a obrigação de cunhado.

Dt 25,11-12: Quando brigarem dois homens, um contra o outro, e a mulher de um chegar para livrar o marido da mão do que o fere, e ela estender a mão, e o pegar pelas suas vergonhas, cortar-lhe-ás a mão: não a olharás com piedade.

Diante do exposto, só mesmo por um fundamentalismo exacerbado pode-se atribuir tais passagens como fruto de inspiração divina.

Jesus disse, por várias vezes, "aprendeste o que foi dito", leia-se: com Moisés, eu porém vos digo, conforme narra Mateus (5,21.27.31.38.43), sendo que algumas dessas foram acréscimos (Dt 20,13.14); mas, outras foram radicalmente contra o que se constava na legislação anterior, lei mosaica, como a questão do adultério, a do olho por olho e sobre o divórcio (Dt 19,21; 20,14; 24,1) E recomendou-nos amar até os inimigos, quando Moisés permitia odiá-los (Lv 19,18).

Entretanto quanto aos dez mandamentos Jesus não os altera ou modifica, apenas os vincula, como dependentes destes dois princípios: "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" (Mt 22,37-49). E quando lhe perguntam o que fazer para herdar a vida eterna, ele primeiramente cita que se deve cumprir os dez mandamentos, para depois também ressaltar a caridade em favor do próximo (Lc 18,18-22).

Há uma passagem muito clara quanto ao tempo em que vigorou a lei e os profetas, leiamos: "A lei e os profetas vigoraram até João; desde então é anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem forceja por entrar nele". (Lc 16,16), do que podemos concluir que a partir dele, Jesus, o que prevalece é o Evangelho.

Mas apesar de tudo isso uma passagem é sempre citada como sendo a corroboração de Jesus em relação a se seguir o Antigo Testamento: "Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir". (Mt 5,17). Entretanto, falta aos que assim pensam um maior conhecimento bíblico, pois Jesus com o "a lei ou os profetas" estava se referindo às profecias a seu respeito, como podemos comprovar em:

"Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos; e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas". (Lc 24,44-48).

E para que não paire nenhuma dúvida que Moisés implantou diversas leis que, para dar maior validade, disse ter vindo de Deus, veremos que quando coloca dentro da Arca da Aliança as leis, só coloca os Dez Mandamentos, as outras leis, as que instituiu, as colocou do lado de fora da Arca, numa evidente demonstração da superioridade das primeiras em relação às segundas, que nem ousou guardar dentro da Arca, já que não proviam mesmo de Deus. As seguintes passagens confirmam o que estamos falando:

Dt 4,1-2.5-6: "Agora, pois ó Israel, ouve os estatutos e as normas que eu hoje vos ensino a praticar, a fim de que vivais e entreis para possuir a terra que vos dará Iahweh, o Deus de vossos pais. Nada acrescentareis ao que eu vos ordeno, e nada tirareis também: observareis os mandamentos de Iahweh vosso Deus tais como vo-los prescrevo. Eis que vos ensinei estatutos e normas, conforme Iahweh meu Deus me ordenara, para que os ponhais em prática na terra em que estais entrando, a fim de tomardes posse dela. Portanto, cuidai de pô-los em prática, pois isto vos tornará sábios e inteligentes aos olhos dos povos".

Dt 4,13-14: "Ele vos revelou então a Aliança que vos ordenara cumprir: as Dez Palavras, escrevendo-as em duas tábuas de pedra. Nessa ocasião Iahweh ordenou-me ensinar-vos estatutos e normas, para que os cumprais na terra para a qual passais, a fim de tornardes posse dela".

Jeremias 7,21-22: "Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios, e comei carne. Porque nunca falei a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios."

Observar que é clara a separação entre os Dez Mandamentos e os estatutos e normas, obviamente porque são frutos do pensamento de Moisés, não sendo, portanto, de inspiração divina. Em algumas Bíblias percebemos que os tradutores sabem muito bem disso:

O autor distingue as "Dez Palavras" (cf. 5,4s), escritas pelo próprio Deus sobre as tábuas de pedras (Ex 34,18; Dt 5,22), e os "estatutos e normas", isto é, o Código Deuteronômico (cf. 12,1; 26,16). (Bíblia de Jerusalém, p. 263).

Conforme a concepção do Dt, Moisés recebeu no Horeb só as "dez palavras" (5,22). Recebeu também a ordem genérica de dar mais tarde aos israelitas uma sereis articulada de "mandatos e decretos". No deserto, os israelitas se atêm aos dez mandamentos; em Moab, Moisés promulga novos decretos, que de algum modo especificam e comentam o Decálogo (como veremos). (Bíblia do Peregrino, p. 301).

Continuando com as passagens:

Dt 4,44: "Esta é a Lei que Moisés promulgou para os israelitas. São estes os testemunhos, os estatutos e as normas que Moisés comunicou aos israelitas, quando saíram do Egito,"

Dt 5,22: "Tais foram as palavras que, em voz alta, Iahweh dirigiu a toda a vossa assembléia no monte, do meio do fogo, em meio a trevas, nuvens e escuridão. Sem nada acrescentar, escreveu-as sobre duas tábuas e as entregou a mim".

Dt 10,1-5: "Iahweh disse-me então: ‘corta duas tábuas de pedra como as primeiras e sobe até mim, na montanha. Faze também uma arca de madeira. Escreverei sobre as tábuas as palavras que estavam sobre as primeiras tábuas que quebraste, e tu as colocarás na arca’". ... Ele, então, escreveu sobre as tábuas o mesmo texto que havia escrito antes, as Dez Palavras que Iahweh vos tinha falado na montanha, do meio do fogo, no dia da assembléia. A seguir Iahweh entregou-as a mim. Depois voltei-me, desci da montanha e coloquei as duas tábuas na arca que eu havia feito. E elas permaneceram lá, conforme Iahweh me ordenara".

Dt 10,12-13: "E agora, Israel, o que é que Iahweh teu Deus te pede? Apenas que temas a Iahweh teu Deus, andando em seus caminhos, e o ames, servindo a Iahweh teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, e que observes os mandamentos de Iahweh e os estatutos que eu te ordeno hoje, para o teu bem".

Dt 31,24-26: "Quando acabou de escrever num livro esta Lei até o fim. Moisés ordenou aos levitas que carregavam a Arca da Aliança de Iahweh: "Tomai este livro da Lei e colocai-o ao lado da Arca da Aliança de Iahweh vosso Deus. Ele estará ali como um testemunho contra ti".

Passagens que não deixam dúvidas quanto à questão de existir a Lei de Deus, de caráter moral e permanente, consubstanciada nos Dez Mandamentos e as leis mosaicas de cunho cerimonial e transitório.

Quando do término do templo construído por Salomão, introduzem a Arca da Aliança para seu interior, aí é confirmado o que contém a Arca, leiamos:

1Rs 8,9: "Nada havia na arca, senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera, junto a Horebe, quando o Senhor, fez um pacto com os filhos de Israel, ao sairem eles da terra do Egito".

Então o que continha a Arca eram exatamente as duas tábuas com os Dez Mandamentos, que ninguém duvida que sejam mesmo provenientes da vontade de Deus, já que esse objeto era sagrado e por esse motivo nele se guardava o que reputavam como sendo da divindade.

Conclusão

O que aqui colocamos são elementos suficientes para convencer aos de mente aberta, os que não estão presos a dogmas ou "verdades" religiosas, que nada mais refletem senão os interesses financeiros da liderança religiosa, já que a esmagadora maioria dela vive de sua religião, quando deveriam viver para a mesma.

E reafirmando ainda mais o que já dissemos, diremos que não é mesmo a palavra de Deus, já que não fazem também questão de manter a fidelidade ao texto original, o que seria improvável de se fazer, caso pensassem realmente serem tais determinações provindas de Deus. "A verdade não pode existir em coisas que divergem" (S. Jerônimo), estaremos aguardando alguém nos apontar qual delas é a mais verdadeira que as outras, aquela em que poderemos confiar ser realmente tal e qual aos originais. Vejamos o seguinte quadro:

Deuteronômio 18,10-11: a respeito da proibição de consultar os mortos

Análise das três últimas recomendações citadas nessa passagem:

Bíblias Católicas

de Jerusalém

interrogue espíritos

Adivinhos

invoque os mortos

Barsa

consulte Píton

Adivinhos

nem quem indague dos mortos a verdade

Ave Maria

espiritismo

à adivinhação

à evocação dos mortos

Paulinas

quem consulte aos nigromantes

Adivinhos

indague dos mortos a verdade

Santuário

espiritismo

aos sortilégios

à evocação dos mortos

do Peregrino

espiritistas

Adivinhos

nem necromantes

Vozes

consulte médiuns

interrogue espíritos

evoque os mortos

Pastoral

consulte espíritos

Adivinhos

invoque os mortos

Bíblias Protestantes

SBB

quem consulte um espírito adivinhante

Mágico

quem consulte os mortos

Novo Mundo

alguém que vá consultar um médium espírita

um prognosticador profissional de eventos

consulte os mortos

Mundo Cristão

necromante

mágico

consulte os mortos

O que vemos aqui é uma pequena amostra das modificações e adulterações grosseiras dos textos sagrados, para se ajustarem às suas conveniências doutrinárias ou objetivando perseguir a uma determinada corrente religiosa, no caso, o Espiritismo. Para os que não sabem os termos Espiritismo, Espiritista e médium foram criados por Kardec, em 18 de abril de 1857, quando da primeira publicação de O Livro dos Espíritos, inclusive tais termos não existem na língua hebraica, grega e latina, conforme nos informa Severino Celestino, em Analisando as Traduções Bíblicas.

Se fosse mesmo proibida por Deus a comunicação com os mortos, Jesus não a teria infringido, quando, no monte Tabor, estabelece contato com os espíritos Moisés e Elias, e não nos venham com a falácia que Jesus pode. Tanto ele quanto nós, pois não lhe seguimos o exemplo? Não disse que "tudo o que eu fiz vós podeis fazer e até coisas inda maiores" (Jo 14,12), nos colocando no mesmo plano dele? Paulo disse: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo" (I Cor 11,1). Então, se houve mesmo uma proibição à evocação de mortos, esse episódio é a revogação plena dessa determinação.

Fica-nos a dúvida se os que se apegam à proibição de necromancia, acreditam que os mortos possam se comunicar. Parece-nos incoerente se proibir algo que não possa acontecer. O episódio da Transfiguração revela ser possível essa comunicação, enquanto o episódio de Saul com a necromante nos mostra que o objeto da proibição (necromancia) se deve à forma de evocação e não ao fato em si. E se os mortos não se comunicam, quem se apresentou se fazendo passar por Jesus, três dias após sua morte? O demônio disfarçado? Ilusão dos discípulos? Ficção dos inspirados autores, bíblicos? Deixemos essas perguntas para reflexão do leitor.

Paulo da Silva Neto Sobrinho

Vladimir Vitoriano da Silva

Mai/2005.

Referências Bibliográficas

A Bíblia Anotada. São Paulo: Mundo Cristão, 1994.

Bíblia Sagrada. São Paulo: Ave Maria, 1989.

Bíblia Sagrada, Edição Barsa. Rio de Janeiro: Catholic Press, 1965.

Bíblia Sagrada, Edição Pastoral. São Paulo: Paulus, 2001.

Bíblia Sagrada, São Paulo: Paulinas, 1980.

Bíblia Sagrada, Aparecida-SP: Santuário, 1984.

Bíblia Sagrada, Petrópolis-RJ: Vozes, 1989.

Bíblia de Jerusalém, nova edição. São Paulo: Paulus, 2002.

Bíblia do Peregrino. São Paulo: Paulus, 2002.

Bíblia Sagrada, Sociedade Bíblica do Brasil, Brasília, DF, 1969.

Escrituras Sagradas, Tradução do Novo Mundo das. Cesário Lange, SP: STVBT, 1986.

DA SILVA, S. C. Analisando as Traduções Bíblicas, João Pessoa, 2001.


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