Destruição para regeneração

Já aprendemos através da doutrina espírita que às leis dos homens, são voláteis, adequadas aos países, aos povos, às culturas, ao seu tempo, são falíveis e muitas vezes não exemplificam a verdadeira justiça. Somente às Leis de Deus são universais, eternas e imutáveis1. Não possuem barreiras que as limitem. São Leis fundamentais para o equilíbrio e nossa existência. Apesar de não as compreendermos em sua totalidade, já temos a percepção mínima de sua importância.

A humanidade deu os seus primeiros passos após o período diluviano2. Primitivos ainda, demos início a um novo processo evolucional. A Terra deixou de ser um mundo primitivo. Teve auxílio de exilados de outras constelações 3,4. Passou a mundo de provas e expiações. Crescemos, fomos açoitados pela dor imposta por nossos próprios erros. E aqui estamos nós ainda.

Neste momento o Planeta encontra-se no limiar de um novo tempo. Ainda vemos guerras em nome de "Deus", terrorismo, assassinatos fratricidas, vaidade, orgulho e egoísmo amargurando nossa intimidade. Passaram Tsunamis, inundações, furacões, aquecimento global. Deparamos-nos então com duas situações antagônicas; a destruição imposta pelos deslizes humanos e a destruição aplicada por uma Lei Natural. Enquanto uma gera conseqüências estagantes para o processo evolucional, a outra pressupõe crescimento, renascimento, refazimento.

Vários estudos sérios têm alertado a humanidade quanto a este momento. Somos hoje seis bilhões de encarnados, segundo "Censos" do plano espiritual trinta bilhões de criaturas são atraídas pelo planeta Terra, encarnados e desencanados. Segundo Ermance Dufaux5, dezesseis bilhões encontra-se em condições de desequilíbrio importante. Muitos desses espíritos movidos pelo mal, deverão reencarnar em outros planetas, mais adequados às suas posturas vibracionais.

Muitos em nosso planeta já se encontram em processo regenerativo, favorecendo assim o mesmo para a Terra. Bastamos olhar para movimentos sociais, organizações não governamentais. Quantos de nós não repudiam a violência, o aborto, a eutanásia. Mas muito ainda é preciso ser feito.

Às Leis de Deus devem ser o nosso alicerce, através delas teremos a sustentação rígida para nossa evolução; renascendo, procriando, progredindo, trabalhando, livres, iguais, em justa harmonia. Em um planeta em Regeneração teremos muito ainda a fazer, principalmente enquanto fluido condensado. Importante trabalharmos, nos preocuparmos com nossos pensamentos, mantendo-os em níveis vibracionais mais elevados, favorecendo assim a depuração de nossa atmosfera terrestre, afastando esta nuvem enegrecida, que obscurece a grande luz. O planeta ainda não é azul de fato; perdoe-me Yuri Gararin que afirmou o contrário há quarenta anos atrás.

Um mundo novo pressupõe o fim da violência, do egoísmo, das diferenças. Pressupõe o reconhecimento de nossa igualdade, filhos do mesmo Pai, irmãos em uma existência infinita. Um mundo novo pressupõe o amor como princípio fundamental de nossa corrida existencial.

Persistimos em erros por séculos e séculos de existências dolorosas, muitos já partiram, muitos chegaram exilados, tantos ainda o serão para outros mundos. Não percamos esta grande oportunidade, compreendendo que em meio à destruição poderemos ressurgir das próprias cinzas como a Fênix o fez.

Jefferson Kleber Forti

Belo Horizonte - MG

 

Bibliografia

KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos, 84ª ed., Rio de Janeiro, FEB, 2003
KARDEC, Allan. A Gênese, 47ª ed., Rio de Janeiro, FEB, 2005.
XAVIER, F.C. / Emmanuel. A caminho da Luz, 31ª. ed. Rio de Janeiro, FEB, 2004.
ARMOND, E. Os Exilados de Capela, 1ª. ed. São Paulo, Editora Aliança, 1987.
OLIVEIRA, W.S / DUFAUX, E. Lírios de Esperança, 2ª. Ed. Belo Horizonte, 2005.