A CACHOEIRA

  As vezes nos expressamos tal qual uma cachoeira de água corrente, deixamos rolar forte e assim somos impulsionados pela força da paixão de um momento. Outras vezes somos mais serenos e tranqüilos e ai deixamos brotar a poesia de dentro de nós, como uma pequena fonte, marulhando por entre as pedras e das plantas verdes da floresta. Esta é uma estranha dicotomia que assalta a quase todos os seres humanos encarnados neste nosso planetinha. Somos um simples reflexo de luz, balançando entre o escuro e o claro, tentando nos desprender das sombras, para sermos envolvidos na luz divina. Estamos empenhados nesta caminhada, que já dura milênios, mas que agora toma impulsos fantásticos, devido ao nosso aprendizado e da nossa evolução Sabemos agora que somos espíritos imortais destinados a perfeição e que hoje refletimos aquilo que construímos no nosso passado distante.
A cada dia que passa aprendemos coisas novas e quanto mais soubermos, mais aumenta a nossa responsabilidade, porque não podemos mais alegar o desconhecimento. Sim amigos, hoje nós espíritas sabemos, muito mais do que sabíamos no ontem, pois estamos participando de um movimento, de uma filosofia, que alia a fé e a razão. Adquirimos conhecimentos que nos batem no rosto de maneira violenta, como as águas da cachoeira em dia de enxurrada, nos cobrando mudanças de comportamento. Contudo somos envolvidos também pela alegria das mensagens do amigo Jesus, que hoje compreendemos um pouco melhor e que trazem esclarecimento e consolo ao nosso coração sofrido. Desejo que todos nós possamos nos deixar tocar pela beleza e da pureza das mensagens maravilhosas de Jesus, que nos falou de tudo que era essencial, mas que enfatizou sempre a lição primordial, aquela que falava do Amor. Ali esta resumida a essência da mais linda poesia e que nunca será superada por ensinamento algum. Deixemos portanto esta mensagem nos inundar de luz e continuemos como o regato, correndo entre as pedras, até que um dia alcancemos a imensidão do grande mar.

O amigo virtual 
Ivo Alfredo Kath

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